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Kepler Weber (KEPL3): O ‘impasse Trígono’ na combinação de negócios com a GPT

02 mar 2026, 16:36 - atualizado em 02 mar 2026, 16:40
kepler weber kepl3
A GPT condicionou a manutenção da oferta a um compromisso formal de voto da gestora Trígono Capital (Imagem: Facebook/Kepler Weber)

A Kepler Weber (KEPL3) firmou acordo para combinação de negócios com a Grain & Protein Technologies (GPT). Por volta das 16h37, as ações da companhia recuavam 2,25%, negociadas a R$ 9,49. Mais cedo, às 14h05, os papéis chegaram a subir 2,27%, cotados a R$ 9,93.

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Para dar sequência à operação, a GPT condicionou a manutenção da oferta a um compromisso formal de voto da gestora Trígono Capital, que detém 15,3% do capital da Kepler, favorável à transação.

A principal dúvida — e que pode, inclusive, travar o negócio — é justamente o posicionamento da gestora. O CIO da Trígono, Werner Roger, começou a montar posição na companhia em 2017, ano de fundação da asset, e sempre demonstrou convicção na tese de longo prazo.



Em diferentes conversas com o Money Times, o gestor destacou a liderança da Kepler no segmento de armazenagem e o déficit estrutural de cerca de 120 milhões de toneladas no Brasil. Para ele, esse cenário, combinado ao crescimento contínuo da produção nacional de grãos, sustenta uma demanda aquecida por silos e reforça o potencial da companhia.

Em entrevista concedida em novembro de 2025, Roger classificou como “cirúrgico” o movimento da GPT para adquirir a Kepler, avaliando que o momento era oportuno para compradores, diante de um ambiente de juros elevados, preços pressionados das principais commodities e resultados estáveis da empresa.

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Caso a proposta seja aprovada, a Kepler Weber poderá deixar o Novo Mercado da B3, com a conversão do registro para a categoria B ou até mesmo o cancelamento do registro de companhia aberta.

O conselho de administração já aprovou a assinatura da minuta do acordo, mas condicionou o avanço da operação ao recebimento, até a convocação da assembleia geral extraordinária (AGE), da comprovação de financiamento — por meio de carta do agente financeiro — e de manifestação formal do Fundo VIII, gerido pela American Industrial Partners (AIP), sobre o aporte de capital.

A reportagem entrou em contato com a Trígono Capital sobre o tema, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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