Banco do Brasil

Liquidação do Master pode custar R$ 5 bilhões ao Banco do Brasil (BBAS3), diz diretor

13 fev 2026, 9:31 - atualizado em 13 fev 2026, 9:31
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Banco do Brasil (BBAS3) vai desembolsar R$ 5 bilhões para socorrer o FGC, diz diretor (Imagem: Paulo Whitaker/REUTERS)

O Banco do Brasil (BBAS3) deve desembolar aproximadamente R$ 5 bilhões devido à liquidação extrajudicial do Master, disse o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias.

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O dinheiro sairá diretamente do caixa da instituição estatal para reforçar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), pressionado pelos pagamentos bilionários aos credores de empresas ligadas ao conglomerado de Daniel Vorcaro. 

Diante do impacto provocado pelas garantias honradas aos investidores do Master, o FGC decidiu acelerar a recomposição de sua liquidez.

A estratégia inclui a antecipação de cinco anos de contribuições futuras, além de um aumento temporário de até 50% nas contribuições regulares ao fundo, até que o nível de caixa volte ao patamar considerado confortável.

No papel, todos os cerca de 250 bancos que integram o sistema participam do esforço. Na prática, o peso recai sobre os gigantes. Segundo Tobias, os cinco maiores bancos do país — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander — respondem por cerca de 80% das contribuições ao FGC.

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“Vamos buscar recompor essa liquidez o mais rápido possível, pois o FGC é fundamental para garantir a solidez do sistema financeiro”, afirmou o executivo, em entrevista coletiva.

R$ 5 bilhões saem do caixa do Banco do Brasil — e deixam de render 

No caso do Banco do Brasil, o impacto imediato é que aproximadamente R$ 5 bilhões sairão da tesouraria para reforçar o fundo.

De acordo com o diretor, a antecipação das contribuições tem efeito essencialmente patrimonial — trata-se de deslocar recursos do balanço do banco para o fundo, que usará o dinheiro para honrar os depositantes cobertos.

Mas há um custo nessa movimentação: o dinheiro deixa de render. “Tiramos R$ 5 bilhões do caixa e perdemos a receita de oportunidade desse dinheiro na tesouraria, que poderia render a Selic”, afirmou o executivo. “É importante ter um FGC sólido, mas estamos abrindo mão de receita.”

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A fatura anual também aumenta 

A conta, porém, não termina no reforço inicial. Com a contribuição extraordinária aprovada, o valor anual pago pelo Banco do Brasil ao FGC também sobe.

Segundo Tobias, o que antes representava cerca de R$ 1 bilhão por ano deve passar para R$ 1,5 bilhão. “Essa despesa extra, de aproximadamente R$ 500 milhões por ano, irá para a demonstração de resultados”, disse o diretor.

Como a contribuição é calculada sobre o volume de depósitos cobertos, ela tende a crescer à medida que a captação do banco aumenta. Ou seja: mantendo a fotografia atual, o BB adiciona cerca de meio bilhão de reais por ano em despesas financeiras.

Questionado se o Banco Central poderia aliviar o impacto, por exemplo com redução do compulsório, Tobias foi direto: “Essa pergunta deveria ser feita ao Banco Central.”

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FGC: o “condomínio” do sistema financeiro 

A CEO do BB, Tarciana Medeiros, afirmou que a contribuição ao FGC é como um condomínio: se alguém não paga ou não cuida direito, haverá taxa extra para todos.

Afinal, o FGC funciona como um seguro coletivo, garantindo depósitos e determinados investimentos até o limite estabelecido. E quando um participante falha, o fundo precisa honrar os compromissos — e os demais membros precisam reforçar a estrutura.

“O FGC é um seguro que protege alguns perfis de operação, não é argumento de venda”, afirmou Medeiros.

A executiva também afirmou que a crise no Banco Master deveria servir como aprendizado para os reguladores.

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“Aprendemos com o que ocorreu em 2025 para ajustar a legislação e a regulação. O Brasil tem um sistema financeiro robusto. Precisamos verificar as falhas ocorridas com um dos players e corrigi-las por meio do diálogo entre os agentes.”

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