Liquidez, desconto e recompra de cotas: por que o BTG segue otimista com o HFOF11
A equipe do BTG Pactual mantém perspectiva positiva para o Hedge TOP III (HFOF11), considerado um dos maiores fundos de fundos (FOFs) do mercado brasileiro e que conta com patrimônio líquido superior a R$ 1,6 bilhão.
Segundo os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, a combinação de liquidez elevada e portfólio diversificado tem sustentado a atratividade do FII no cenário atual.
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Em relatório, a dupla elogiou a implementação de um programa de recompra de cotas, anunciada pelo FOF em agosto, que prevê a aquisição de até 11.523.000 milhões de papéis — o equivalente a 5% do total em circulação — em operações realizadas na B3.
De acordo com as regras, as compras ocorrerão a preço de mercado, desde que inferior ao valor patrimonial do dia anterior, e todas as cotas adquiridas serão canceladas.
“Vemos a implementação do programa como positiva, com potencial para elevar a liquidez, valor patrimonial e a reserva de resultados do fundo”, escreveram os analistas, destacando que o movimento adiciona um importante elemento de suporte ao FOF.
Por trás da estratégia
Com pouco mais de 73 mil cotistas, o Hedge TOP III é resultado da fusão de três FOFs da própria gestora, a Hedge Investimentos, que optou por consolidar as estruturas em um único veículo.
Hoje, seu portfólio é composto majoritariamente por cotas de fundos imobiliários, além de uma fatia menor mantida em caixa para, segundo o BTG, aproveitar oportunidades pontuais.
A maior parte das posições está alocada em estratégias focadas em renda, enquanto o restante se divide entre operações de ganho de capital e uma parcela híbrida — que combina distribuição recorrente e potencial de valorização no mesmo ativo.
Para o BTG, a recomposição da carteira após as incorporações ampliou a capacidade do fundo de atravessar diferentes ciclos do mercado imobiliário.
Com base na cotação atual de R$ 6,22 e no valor patrimonial de R$ 7,66, o HFOF11 negocia com desconto próximo de 18% na bolsa.
É compra, segundo a XP
Recentemente, a XP Investimentos reiterou sua recomendação de compra para o HFOF11, destacando a possibilidade expressiva de ganhos.
A casa chamou atenção para o dividend yield anualizado, de 11,4%, sustentado por resultados recorrentes e por uma reserva acumulada de R$ 0,07 por cota.
Assim como o BTG, corretora reforçou ainda que o programa de recompra tende a gerar retorno imediato, fortalecer a geração de renda e ajudar a ancorar as negociações no mercado secundário.