Comprar ou vender?

Luiz Barsi: ‘Eu não compraria mais Banco do Brasil (BBAS3) enquanto nós estivermos com a esquerda’

18 jun 2026, 17:21 - atualizado em 18 jun 2026, 18:18
Barsi
Na entrevista, Barsi destacou que o valor patrimonial por ação do Banco do Brasil está em torno de R$ 32 (Imagem: Divulgação)

Investidor histórico do Banco do Brasil (BBAS3), Luiz Barsi, conhecido como o “Rei dos Dividendos”, afirmou que não compraria mais ações do banco enquanto a esquerda estiver no poder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Essa é uma opinião muito pessoal. Eu vejo os resultados. O Banco do Brasil deveria ser um banco cuja cotação estivesse acima do seu patrimônio. E não está”, afirmou, em entrevista ao canal Primo Rico, no YouTube.

Apesar do bom momento vivido em meados de fevereiro de 2025, quando chegou a quase R$ 30, as ações do banco passaram a sofrer com a deterioração dos resultados em meio à disparada da inadimplência no agronegócio.

A recuperação observada no fim do ano passado durou pouco: o papel voltou a ser negociado abaixo de R$ 20, com o mercado avaliando que o pior ainda pode não ter ficado para trás.

Além da queda no lucro, o Banco do Brasil revisou para baixo suas projeções para 2026. Ainda assim, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ações da instituição acumulam alta de cerca de 30%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Menos dividendos?

O banco também já foi estrela de muitas carteiras de dividendos quando lucrava acima de R$ 9 bilhões e distribuía 45% do seu lucro para os acionistas. Porém, a situação piorou e essa parcela caiu para 30%.

Entre os vilões o corte da projeção está o custo de capital, que disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi.

Isso pode impactar os dividendos?

Para o analista da Levante, Flavio Conte, supondo um lucro líquido de R$ 18 bi em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bi, equivalente a R$ 0,9422, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5%. Bem distantes dos 10% dos tempos de vacas gordas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há ações melhores?

Na entrevista, Barsi destacou que o valor patrimonial por ação do Banco do Brasil está em torno de R$ 32, enquanto os papéis são negociados na faixa de R$ 21.

“Você comprando uma ação do Banco do Brasil, praticamente não tem risco. Só que, lamentavelmente, não é só o Banco do Brasil que está nessa situação. Há inúmeras empresas”, afirmou.

Atualmente, a relação preço sobre patrimônio (P/VPA) do banco gira em torno de 0,80x.

“Você tem bancos negociando a 0,10x, 0,15x, 0,20x do patrimônio por aí.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como exemplo, Barsi citou o Bmg (BMGB4).

“O vice-presidente do banco é membro do conselho de administração da Unipar e filho de um grande professor meu É o João Consiglio. Agora o banco vai ser bem administrado.”

Outra empresa do setor financeiro que caiu no gosto do megainvestidor foi o Banrisul (BRSR6).

“Eu não tinha ações até 2024. Veio a enchente de 2024. A ação custava R$ 19. Aí aconteceu a enchente em Porto Alegre e as ações vieram para R$ 8, R$ 9. Eu pensei: ‘Poxa vida, paga dividendo trimestral. Vou começar a comprar um pouquinho’. Então comecei a comprar a R$ 8, R$ 9, R$ 10. Hoje eu tenho 2,2% do banco.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar