Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro soma 34% no 1º turno, aponta Indexa/Broadcast
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, ante 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL), mostra a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira (30). Na comparação com a rodada anterior, de 15 de setembro, Lula oscilou um ponto para cima sobre os 38%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve os 34%. Com isso, a distância entre os dois passou de quatro para cinco pontos porcentuais acima da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.
O escritor Augusto Cury (Avante) oscilou de 6% para 4% e aparece numericamente empatado em terceiro lugar com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que manteve os 4%. Na sequência, o influenciador Renan Santos (Missão) registra 3%, seguido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), com 1% – ambos estáveis ante a rodada anterior.
Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) aparecem com 0% cada.
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre domingo (27) e esta terça-feira (29). A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.
Empate técnico no segundo turno
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Lula tem 43%, ante 42% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico. Na comparação com a rodada anterior, de 15 de setembro, os dois se mantiveram estáveis.
Lula também aparece numericamente à frente nos outros quatro confrontos apresentados, mas os intervalos indicados pela pesquisa apontam empate técnico com Caiado e com Cury. Contra Caiado, o presidente tem 43%, ante 40% do adversário. Em 15 de setembro, os porcentuais eram de 43% e 39%, respectivamente. Na simulação contra Cury, Lula registra 41%, enquanto o adversário tem 39%, mesmos índices da rodada anterior.
Já diante de Zema, o petista marca 43% ante 36% do ex-governador de Minas Gerais. O petista oscilou dois pontos porcentuais para baixo ante a rodada anterior, enquanto Zema oscilou dois pontos para cima. No confronto com Renan Santos, Lula tem 44%, contra 38%. Na rodada anterior, os índices eram de 45% para Lula e 35% para Santos.
Recortes
No duelo entre Lula e Flávio, os resultados por sexo mostram posições invertidas: entre as mulheres, o presidente tem 45%, ante 40% do senador; entre os homens, Flávio registra 44%, e Lula, 39%.
No recorte regional, Lula alcança 53% no Nordeste, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador tem 47%, ante 36% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 56% para Flávio Bolsonaro e 29% para Lula. No Sudeste, o candidato do PL aparece com 43%, e o petista, com 39%. No Norte, Lula registra 47%, ante 38% do adversário.
Entre os católicos, Lula tem 46%, e Flávio, 38%. Entre os evangélicos, o senador marca 52%, ante 32% do presidente. No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 47%, contra 34% de Flávio. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 48%, e Lula, 39%.
Entre jovens de 16 a 24 anos, Lula registra 39% contra 46% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 60 anos ou mais, ambos registram 42%.Entre pessoas com 45 a 59 anos, Lula tem 50% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 37%. Entre eleitores com 25 a 34 anos, Lula tem 39% ante 45% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 35 a 44 anos, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 43%
Rejeição
Flávio Bolsonaro tem a maior rejeição entre os candidatos à Presidência da República, com 51% dos eleitores dizendo que jamais votariam nele. O porcentual de rejeição ao senador carioca oscilou dois pontos porcentuais para cima ante a rodada anterior, de 15 de setembro, quando registrava 49% de rejeição.
O presidente Lula fica em segundo lugar, com 50% de rejeição entre os eleitores que dizem que jamais votariam nele, um ponto porcentual acima da rodada anterior. Entre os entrevistados, 36% afirmam que com certeza votariam em Lula, estável ante a rodada anterior. Outros 12% dizem que poderiam votar no presidente, contra 14% de 15 de setembro. A parcela que não o conhece o suficiente para opinar permaneceu em 1%.
No caso de Flávio, o porcentual dos que com certeza votariam nele se manteve em 33%, enquanto o grupo que poderia escolhê-lo permaneceu em 14%. Outros 1% afirmam que não o conhecem o suficiente para opinar, ante 3% da rodada anterior.
Somadas as parcelas dos que com certeza votariam e dos que poderiam votar, o potencial eleitoral de Lula é de 48%, enquanto o de Flávio chega a 47%.
Entre os demais nomes apresentados, Renan Santos tem 41% de rejeição; Zema, 40%; Caiado, 36%; Cury 30%. Os porcentuais dos que dizem não conhecer esses candidatos o suficiente são de 23%, 22%, 18% e 33%, respectivamente.
Caiado tem potencial eleitoral de 42%, composto por 2% que com certeza votariam nele e 40% que poderiam fazê-lo. Cury soma 35%, Zema alcança 33% e Renan, 32%.
Temores
A pesquisa também perguntou o que os eleitores mais temem na disputa política atual. Um novo mandato de Lula foi citado por 40%, ante 38% na rodada anterior, enquanto a volta da família Bolsonaro ao poder foi mencionada por 39%, contra 36% anteriormente.
Outros 8% disseram temer as duas possibilidades, ante 10% de 15 de setembro, e 10% afirmaram não ter medo de nenhuma delas, estável ante a rodada anterior%. A parcela que não soube ou não opinou passou de 6% para 3%.
Questionados se Lula merece mais quatro anos de mandato, 54% dos entrevistados responderam que não, número estável ante a rodada anterior, enquanto 40% afirmam que o presidente merece continuar por mais quatro anos, contra 39% anteriormente. Outros 6% não sabem ou não opinaram ante 7% de 15 de setembro.
Entre os entrevistados, 38% afirmam escolher o voto para eleger o candidato que preferem, enquanto 22% dizem escolher o presidenciável para evitar que outro candidato seja eleito. Outros 32% afirmam escolher o candidato pelos dois motivos na mesma medida. 5% ainda não decidiram em quem votar, já 3% não sabem ou não opinaram.