Lula vai a Washington em março para uma conversa ‘olho no olho’ com Trump; o que está em jogo?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que deve viajar a Washington na primeira semana de março para um encontro direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A agenda, segundo Lula, prevê uma conversa “olho no olho” para tratar de temas estratégicos da relação bilateral, incluindo investimentos, comércio e parcerias na exploração de minerais críticos e terras raras.
A declaração foi feita durante entrevista ao UOL News, nesta quinta-feira (5), na qual o presidente destacou a importância do diálogo direto entre os dois países.
“Nós somos presidentes das duas maiores democracias do Ocidente. Temos que sentar numa mesa, olhar um no olho do outro”, afirmou Lula, ao defender uma retomada mais institucional das relações entre Brasil e Estados Unidos.
Lula disse estar “livre” para discutir uma ampla agenda econômica com o governo norte-americano, especialmente em áreas consideradas estratégicas. Segundo ele, temas como parcerias industriais, exploração de minerais críticos, terras raras, investimentos e aumento das exportações brasileiras podem entrar na pauta do encontro.
Lula e Trump: Há limites para negociação
O presidente, no entanto, ressaltou que há limites claros na negociação. “Não tem tema proibido para discutir. A única coisa que eu não discuto é a soberania do meu país”, declarou.
O chefe de Estado brasileiro ainda destacou que o objetivo da reunião é compreender os interesses de cada lado e buscar convergências. “Vamos estabelecer acordos em que a gente possa trabalhar junto, ver quais são os problemas que afligem ele e quais são os que me afligem”, disse, reforçando o tom pragmático da visita.
A viagem a Washington ocorre em meio ao reposicionamento do Brasil no cenário internacional e à busca por maior protagonismo na transição energética. A expectativa é que o encontro abra espaço para avanços concretos na relação econômica entre os dois países, sem abrir mão de princípios considerados inegociáveis pelo governo brasileiro.