Destaques da Bolsa

Magazine Luiza (MGLU3): Anvisa revoga medida que proibia comercialização de medicamentos; ações sobem

23 set 2026, 14:55
magazine luiza varejo
(Imagem: Divulgação)

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operam entre os destaques positivos da Bolsa no pregão desta quarta-feira (23), após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogar uma medida que proibia a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos pela varejista.

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Por volta de 14h10 (horário de Brasília), as ações da companhia lideravam as maiores altas do Ibovespa (IBOV), com avanço de 3,39%, cotadas a R$ 6,10. Acompanhe o tempo real.



De acordo com a publicação no Diário Oficial da União desta quarta, o órgão considerou a entrada em vigor da Lei nº 15.357, de 20 de março de 2026, que alterou a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, passando a admitir expressamente a contratação de canais digitais e plataformas de e-commerce por farmácias e drogarias regularmente licenciadas para fins de logística e entrega ao consumidor, observada a regulamentação sanitária aplicável.

No entanto, o documento destaca que a aplicação ainda depende de regulamentação específica a ser editada pela Anvisa.

Vale pontuar que a decisão ainda prevê que a venda ocorra por meio de farmácias ou drogarias regularmente licenciadas, com a varejista atuando na posição de plataforma de vendas, logística e entrega ao consumidor.

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O setor de medicamentos já conta com a presença de outros nomes, como iFood e Rappi no segmento de delivery, enquanto a Shopee já havia recebido autorização da Anvisa.

O Mercado Livre também está de olho no segmento, com um piloto de venda de medicamentos em São Paulo.

Movimento positivo para o Magazine Luiza

A analista Caroline Sanchez, analista da Levante Inside Corp. destaca que o Magalu chegou a subir cerca de 6% no pregão, e a leitura positiva vem porque a revogação abre uma nova avenida para o marketplace.

“A categoria é interessante por ter alta recorrência de compra e pode gerar mais tráfego, frequência e receitas de comissão e logística para o ecossistema do Magalu”, pondera a analista.

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Tendo em vista que a decisão não significa que o Magazine Luiza poderá simplesmente vender medicamentos diretamente, a analista vê a notícia mais como uma opcionalidade positiva e uma nova frente de crescimento do que como algo que mude materialmente as estimativas da companhia no curto prazo.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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