Magazine Luiza (MGLU3): Anvisa revoga medida que proibia comercialização de medicamentos; ações sobem
As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operam entre os destaques positivos da Bolsa no pregão desta quarta-feira (23), após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogar uma medida que proibia a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos pela varejista.
Por volta de 14h10 (horário de Brasília), as ações da companhia lideravam as maiores altas do Ibovespa (IBOV), com avanço de 3,39%, cotadas a R$ 6,10. Acompanhe o tempo real.
De acordo com a publicação no Diário Oficial da União desta quarta, o órgão considerou a entrada em vigor da Lei nº 15.357, de 20 de março de 2026, que alterou a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, passando a admitir expressamente a contratação de canais digitais e plataformas de e-commerce por farmácias e drogarias regularmente licenciadas para fins de logística e entrega ao consumidor, observada a regulamentação sanitária aplicável.
No entanto, o documento destaca que a aplicação ainda depende de regulamentação específica a ser editada pela Anvisa.
Vale pontuar que a decisão ainda prevê que a venda ocorra por meio de farmácias ou drogarias regularmente licenciadas, com a varejista atuando na posição de plataforma de vendas, logística e entrega ao consumidor.
O setor de medicamentos já conta com a presença de outros nomes, como iFood e Rappi no segmento de delivery, enquanto a Shopee já havia recebido autorização da Anvisa.
O Mercado Livre também está de olho no segmento, com um piloto de venda de medicamentos em São Paulo.
Movimento positivo para o Magazine Luiza
A analista Caroline Sanchez, analista da Levante Inside Corp. destaca que o Magalu chegou a subir cerca de 6% no pregão, e a leitura positiva vem porque a revogação abre uma nova avenida para o marketplace.
“A categoria é interessante por ter alta recorrência de compra e pode gerar mais tráfego, frequência e receitas de comissão e logística para o ecossistema do Magalu”, pondera a analista.
Tendo em vista que a decisão não significa que o Magazine Luiza poderá simplesmente vender medicamentos diretamente, a analista vê a notícia mais como uma opcionalidade positiva e uma nova frente de crescimento do que como algo que mude materialmente as estimativas da companhia no curto prazo.