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Magazine Luiza (MGLU3) dispara 9% após 4T25; ‘Estamos em um momento muito bom, com uma concorrência enfraquecida’, diz CEO

13 mar 2026, 11:55 - atualizado em 13 mar 2026, 11:55
Frederico Trajano Magazine Luiza (1)
Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza (Imagem: Divulgação)

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) abriram o pregão desta sexta-feira (13) em disparada, com o mercado reagindo ao balanço do quarto trimestre de 2025 divulgado na véspera, que mostrou lucro líquido ajustado de R$ 124,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma contração de 10,5% ante o mesmo período em 2024.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 867,3 milhões no quarto trimestre de 2025, uma alta 2,5% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada se manteve estável em 7,8% ante o mesmo período de 2024.

Por volta de 11h30 (horário de Brasília), os papéis MGLU3 lideravam as maiores altas do Ibovespa (IBOV), com avanço de 8,30%, cotada a R$ 10,18. Na máxima até esse horário, as ações saltaram mais de 9%. Acompanhe o tempo real.



Mesmo com uma contração na comparação anual, o CEO da varejista, Frederico Trajano, destacou a entrega de lucro no trimestre e no ano, em meio à pressão do cenário macroeconômico, com a taxa básica de juros (Selic) em 15%.

O executivo enfatizou o desempenho da companhia em um cenário de adversidades causadas pelo macro, atribuindo ao ecossistema Magazine Luiza a capacidade de diversificar fontes de receitas e sustentar uma linha final positiva nos resultados.

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“Tivemos uma evolução muito significativa. Foram dois ciclos estratégicos, um de digitalização e outro do ecossistema, muito bem-sucedidos. [Os ciclos] não tornaram nosso negócio totalmente imune à alta da Selic. É claro que quando a Selic aumenta, sentimos isso na despesa financeira. Mas quando [o juro] estava a 14% em 2015, estávamos dando prejuízo alto”, disse em teleconferência de resultados.

Trajano ponderou ainda que o lucro da companhia ocorre em um momento de mercado em que grandes empresas estão pedindo recuperação judicial e extrajudicial. Nesta semana, o GPA (PCAR3) e a Raízen (RAIZ4) entraram com pedidos de RE para reorganizar suas dívidas.

“Empresas icônicas, que tinham força e liderança de mercado tendo que renegociar seus contratos. [Enquanto isso] o Magalu conseguiu aumentar o Ebitda”, disse o CEO.

Ele pontua ainda que a companhia teve essa elevação mesmo em um contexto em que 70% do GMV (volume bruto de mercadorias), no online, está vivendo um cenário de competitividade irracional, com margens de contribuição negativa.

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“Optamos no ano passado por trabalhar em negócios, canais e categorias com margem de contribuição positiva. Não acreditamos em ganhar share em situações e contextos de margem de contribuição negativa […] Participação de mercado comprada não é vantagem competitiva e se o cliente vem com subsídio, ele vai embora quando o subsídio acaba. Tem que separar bem quem está crescendo comprando mercado e quem está crescendo com sustentabilidade”, afirma.

Neste sentido, Trajano destaca o ganho de mercado do Magazine Luiza em lojas físicas, um share que vem de absorver mais venda em lojas físicas, com margem de contribuição positiva.

“O grande destaque do ano de 2025 foram as lojas físicas. Estamos ganhando bastante share. Mas eu queria enfatizar que esse share na loja física não é comprando mercado, vimos uma oportunidade de absorver mais venda e mais volume e apostamos nossas fichas porque era lá que a margem de contribuição positiva estava”, disse Frederico Trajano.

No quarto trimestre de 2025, o Magazine Luiza registrou vendas totais, incluindo o marketplace, de R$ 18,2 bilhões, um recuo de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo do crescimento de 8,7% nas lojas físicas (crescimento no conceito mesmas lojas de 8,4%) e da redução de 5,3% no e-commerce total.

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“Estamos em um momento muito bom, em que temos uma concorrência enfraquecida, que está nos propiciando fazer um trabalho muito bom”, disse. Ele acrescenta que não é só uma questão de concorrência, mas de histórico do Magazine Luiza no canal físico.

Detalhes do 4T25

No 4T25, o lucro bruto ajustado atingiu R$ 3,3 bilhões, um crescimento de 3,1%. A margem bruta ajustada foi de 30,0%, estável em relação ao 4T24. “Vale ressaltar o aumento da margem bruta de mercadorias, que reflete o foco da companhia no aumento da rentabilidade”, diz o Magazine Luiza.

No período, as despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 572,5 milhões, equivalentes a 5,1% da receita líquida.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, as despesas aumentaram 1,5 ponto percentual, o que o Magazine Luiza atribui, principalmente, ao aumento da taxa de juros, que subiu de 10,75% no início do 4T24 para 15,0% no 4T25.

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Desconsiderando os efeitos dos juros de arrendamento mercantil, a despesa financeira líquida foi de R$ 483,8 milhões no 4T25, equivalente a 4,3% da receita líquida. No ano de 2025, a despesa financeira líquida foi de R$ 2 bilhões, representando 5,3% da receita líquida.

No trimestre, a geração de caixa operacional foi de R$ 2,2 bilhões, totalizando R$ 2,7 bilhões em 2025. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo resultado operacional e pela melhora no capital de giro.

O Magalu encerrou o 4T25 com uma posição de caixa líquido ajustado de R$ 3,1 bilhões, e uma posição de caixa total de R$ 8 bilhões.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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