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Mais de US$ 7 milhões são recuperados por conta da liquidação da Cryptopia

23/12/2019 - 9:06
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Relatório de liquidante da Nova Zelândia mostra mais de US$ 7 milhões em ativos recuperados por conta do retorno da Cryptopia ao tribunal em fevereiro. Enquanto isso, credores estão pedindo a exumação do corpo do fundador da Quadriga, Gerald Cotten (Imagem: Facebook/Cryptopia)

Em um relatório recém-lançado, intitulado “Liquidantes: segundo relatório sobre a situação da Cryptopia Ltd. da Nova Zelândia”, os liquidantes da Grant Thornton relataram aproximadamente US$ 7,15 milhões foram recuperados desde o início da liquidação, no dia 14 de maio de 2019.

O volume dos fundos relacionados ao dinheiro em uma conta fiduciária externa contabilizam NZ$ 5 milhões e N$ 4,4 milhões para a venda de 344 bitcoins em uma conta da empresa que um tribunal neozelandês decidiu que não possuía ligação aos fundos dos clientes.

O caso vai retornar ao tribunal no dia 3 de fevereiro de 2020. Grant Thornton recorreu ao tribunal que controla o status legal dos criptoativos sob a lei neozelandesa. A questão a ser resolvida é se criptoativos são propriedade, como descrito na Lei das Sociedades (Companies Act, no inglês) neozelandesa.

Uma decisão a esse respeito vai determinar se criptoativos nas carteiras da empresa são propriedade da Cryptopia ou, por outro lado, devem ser mantidos em um fundo para o benefício dos titulares das contas da Cryptopia.

De acordo com Grant Thornton, os clientes da Cryptopia não tinham carteiras individuais na corretora. Em vez disso, todos os ativos eram agrupados em carteiras da empresa e não havia conciliação feita entre a base de dados dos clientes e as carteiras agrupadas.

Grant Thornton afirma que só começou a criar essa conciliação e a devolver os fundos de usuários recentemente, mas muitas questões jurídicas vão precisar ser resolvidas antes de essa tarefa ser finalizada.

Na hora da liquidação, Cryptopia tinha aproximadamente 900 mil titulares de conta ativos e negociava centenas de diferentes moedas. Espera-se que Grant Thornton vá fazer outro anúncio após os processos judiciais de fevereiro.

Após isso, não haverá mandato judicial para que os administradores judiciais façam qualquer anúncio até maio de 2020. Na época da publicação do relatório, aproximadamente NZ$ 1,5 milhão dos fundos recuperados foi gasto em despesas jurídicas e taxas de liquidante.

Apesar de Grant Thornton afirmar que continua trabalhando com a polícia neozelandesa em relação a sua sindicância em relação ao hack à Cryptopia em janeiro de 2019, não houve nenhuma prisão e a polícia não faz coletivas de imprensa desde o início de fevereiro deste ano.

A corretora Quadriga ficou conhecida pelo falecimento do fundador e pela perda total dos fundos, já que ele era o único que tinha acesso às chaves privadas da empresa (Imagem: BTCNN)

Em relação a outras notícias de invasões, advogados que representam credores da falida corretora Quadriga enviaram uma carta à Real Polícia Montada do Canadá (RCMP, na sigla em inglês) pedindo que o corpo do falecido fundador da Quadriga, Gerald Cotten, seja exumado e que se faça a autópsia “para confirmar tanto sua identidade e a causa da morte dadas as circunstâncias questionáveis em relação à morte do Sr. Cotten e as perdas significativas aos usuários afetados”.

Gerald Cotten morreu em circunstâncias misteriosas em dezembro de 2018 enquanto fazia uma viagem pela Índia.

Na época, a administração da Quadriga disse que as chaves para as carteiras cripto da empresa não poderiam ser recuperadas, já que o Cotten era o único que sabia onde estavam armazenadas. As perdas para os usuários da Quadriga totalizam C$ 190 milhões.

Os advogados da empresa Miller Thomson, de Toronto, pediram a exumação do corpo de Cotten antes do início da primavera canadense (em meados de março), por conta de preocupações sobre a decomposição.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 09/06/2020 - 13:05