Petróleo

Efeito da guerra: Itaú BBA eleva preço-alvo de Petrobras (PETR4) e rebaixa recomendação de outra petroleira; veja o que muda no setor

07 abr 2026, 15:54 - atualizado em 07 abr 2026, 15:54
dividendos
(Imagem: Agência Petrobras)

O Itaú BBA elevou o preço-alvo de Petrobras (PETR4) e PetroReconcavo (RECV3) e rebaixou a recomendação de Prio (PRIO3) para neutra, após ponderações sobre a duração da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel.

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A expectativa inicial do mercado era de que o conflito durasse poucas semanas, mas já se estende por mais de um mês. Neste cenário, as estimativas anteriores do Itaú BBA se tornaram defasadas, de acordo com o próprio banco, o que motivou a revisão.

As novas projeções para o Brent estão em US$ 80/barril ao final deste ano, US$ 75/barril em 2027 e US$ 70/barril em seguida. Os valores levam em consideração o impacto previsto de longa duração, ainda que as tensões sejam apaziguadas eventualmente.

Para Petrobras, o novo preço-alvo foi estabelecido em R$ 64 no final de 2026, mantendo a recomendação de compra.

Segundo os especialistas, a companhia se beneficia da dinâmica dos preços do petróleo e também das margens de refino, com a aposta de que a Petrobras deve ajustar os preços do combustível no Brasil de acordo com as referências estrangeiras.

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Nesse cenário, o Itaú BBA projeta um dividend yield de cerca de 10%, uma geração de fluxo de caixa livre para o acionista de cerca de 14%.

Prio agora é ‘neutra’; PetroReconcavo também com essa recomendação

No caso de Prio, o Itaú BBA elevou o preço-alvo para R$ 74, mas abaixou a recomendação para neutra indicando um potencial limitado de valorização adicional.

“Os retornos esperados parecem estar mais associados à geração antecipada de caixa, e menos a uma nova reprecificação do valuation”, explicaram.

Apesar disso, BBA disse que ainda acredita na possibilidade de a companhia aproveitar os movimentos a curto prazo do petróleo, especialmente se o conflito no Oriente Médio for prolongado.

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PetroReconcavo foi mantida como neutra, com preço-alvo elevado para R$ 16 por ação. “Desafios relacionados ao declínio natural dos campos e à dificuldade de sustentar o crescimento da produção” apontou o BBA.

Os analistas ainda destacam que a certificação mais recente de reservas inclui mais projetos simples e de menor risco, o que pode melhorar a operação ao longo do tempo e sustentar uma possível reprecificação do papel.

*Com supervisão de Kaype Abreu

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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