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Mais um adeus: HBR (HBRE3) faz proposta para tirar Helbor (HBOR3) da Bolsa; ação derreteu mais de 90% desde máximas

03 jul 2026, 19:15 - atualizado em 03 jul 2026, 19:16
helbor
(Imagem: Helbor/Divulgação)

Mais uma empresa pode estar de malas prontas para deixar a Bolsa: a Helbor (HBOR3).

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Em fato relevante enviado ao mercado nesta sexta-feira (3), a companhia informou que recebeu uma proposta da HBR Realty para adquirir até a totalidade de suas ações, com o posterior cancelamento do registro de companhia aberta e a saída do Novo Mercado da B3.

Segundo o comunicado, o preço por ação é de R$ 2,52, um prêmio magro em relação aos R$ 2,36 do fechamento desta sexta-feira. O pagamento será feito por meio da entrega de 0,81553398 ação ordinária da HBR para cada ação da Helbor.

A conclusão da oferta depende da adesão de acionistas que representem pelo menos 50,1% do capital votante da Helbor e da aprovação por mais de dois terços dos acionistas minoritários habilitados.

Por que a HBR quer tirar a Helbor da Bolsa?

Segundo a HBR, a operação criará uma plataforma de negócios mais diversificada e resiliente. Em entrevista ao Brazil Journal, o CEO da HBR, Alexandre Nakano, espera que isso destrave valor na Bolsa e também entregue mais valor para os clientes.

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“Não é que a gente meça nosso sucesso só pela régua do mercado, mas quando você faz uma venda de meio bi achando que vai destravar valor e não destrava, você começa a pensar se não precisa fazer um movimento maior,” disse ele.

A proposta chega em um momento delicado para a Helbor. Negociada a R$ 2,36, a ação acumula queda de 6,35% no ano. Em uma perspectiva mais ampla, porém, a desvalorização é brutal: o papel já chegou a valer R$ 50,79 em 2013, queda de cerca de 95% desde então.

Listada na B3 desde 2007, a companhia também não entrega cifras de encher os olhos. Pelo contrário: no primeiro trimestre de 2026, a Helbor teve lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 1,9 milhão, queda de 74,5% em relação ao mesmo período de 2025.

No consolidado, o lucro somou R$ 24,2 milhões, recuo de 31,9% na mesma base de comparação.

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O Itaú BBA classificou o balanço como “fraco”. Segundo o banco, embora a receita líquida tenha superado em 45% as estimativas, o aumento das despesas gerais e administrativas pressionou os resultados.

“No geral, o lucro líquido totalizou quase R$ 2 milhões, contra a nossa estimativa de R$ 8 milhões, resultando em um ROE anualizado de 1%”, escreveu o banco, destacando ainda que o fluxo de caixa livre ficou abaixo do esperado e que a alavancagem aumentou.

“A Helbor reportou uma queima de caixa de R$ 55 milhões no 1T26, pior do que a nossa projeção de R$ 8 milhões e contra a geração de caixa de R$ 7 milhões observada no 1T25”, acrescentou.

Já as ações da HBR acumulam queda superior a 80% desde o IPO, realizado em 2021.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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