Congresso age corrompido por emendas e teme STF, diz deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio Bolsonaro
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o Congresso Nacional age “corrompido” por emendas parlamentares e criticou o que chamou de desequilíbrio institucional entre os Três Poderes. As declarações ocorreram nesta terça-feira (18) durante o evento Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília (DF).
Ele estava ao lado do coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN). “Nós temos um presidente da República condenado em três instâncias que deve a cadeira, não é ao povo brasileiro, não, é à bondade aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pegaram um corrupto condenado e colocaram na Presidência da República”, disse, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Gaspar continuou: “Um corrupto que tem liberdade para fazer o que quiser e não acontece absolutamente nada. É culpa de um Congresso Nacional, muitas vezes corrompido por emendas e que tem receio do Supremo Tribunal Federal, de no dia seguinte receber um mandado de prisão ou uma busca e apreensão.”
O candidato a vice de Flávio acrescentou: “O Brasil precisa resetar, mostrando que nós vamos respeitar esse equilíbrio institucional”. O parlamentar afirmou ainda que o governo de Flávio Bolsonaro, se eleito, terá a Constituição Federal como limite e limiar. “Chega da bagunça generalizada que está com essa sobreposição de poderes. Chega do totalitarismo.”
Na ocasião, Rogério Marinho reiterou que Flávio Bolsonaro vai, segundo ele, respeitar a Constituição e fazer com que o texto seja exercido com “plenitude”.
Flávio Bolsonaro foi convidado ao evento, mas faltou sob a alegação de “agendas em Minas Gerais e o tempo de deslocamento para a capital federal”. Também foram convidados os candidatos Augusto Cury (Avante), Renan Santos (MIssão), Ronaldo Caiado (PSD), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo). Os dois últimos não compareceram.