Mais um na conta: Os bilhões que o Caso Master ‘sugou’ do FGC até agora
A liquidação do Banco Master derrubou mais um dominó na manhã desta quarta-feira.
Depois do próprio Master e do Wil Bank, o Banco Pleno, ligado a Augusto Lima, empresário que foi sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Master, foi liquidado.
Lima chegou a ser preso no mesmo dia em que Vorcaro foi detido e é investigado no mesmo inquérito.
De acordo com o Banco Central, a liquidação extrajudicial foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações”.
Mesmo que o banco seja pequeno, com apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a liquidação se soma aos R$ 40,6 bilhões de investidores do Master e aos R$ 6,3 bilhões dos clientes do Will Bank que terão que ser arcados pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Segundo o fundo, o Pleno tinha uma base estimada de 160 mil credores elegíveis ao pagamento de garantia, que totalizam R$ 4,9 bilhões. Ou seja, um total de R$ 51,8 bilhões já forma tragados.
Pelos dados mais recentes, o FGC tinha cerca de R$ 160 bilhões em patrimônio, dos quais aproximadamente R$ 125 bilhões estariam disponíveis para uso imediato.
FGC terá que se recompor
A grande preocupação do sistema financeiro agora é como recompor esse montante. Até o momento, o Conselho do Fundo concordou com um plano de recomposição que prevê o adiantamento inicial do equivalente a cinco anos de contribuição pelos bancos.
Em 2027, haveria mais uma antecipação de 12 meses de repasses e, em 2028, outros 12 meses, o que levaria a um total de sete anos de contribuições adiantadas.
De acordo com uma fonte ao Broadcast, o plano incluiria um aumento extraordinário de 30% a 60% no valor pago mensalmente pelas instituições ao FGC, segundo relatou uma fonte a par das discussões.
Os bancos também querem a possibilidade de redirecionar recursos de compulsórios bancários para ajudar na reconstrução do Fundo, mas essa proposta demanda aval do Banco Central, que ainda não se manifestou.
Até a semana passada, o FGC já havia pago R$ 37 bilhões em garantias aos credores do Master, mais de 90% do total.
O Fundo também decidiu antecipar o pagamento de investidores do Will Bank que tinham até R$ 1 mil a receber, a um custo de R$ 200 milhões.
Com informações da Agência Estado