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Marcello Cestari: Onde estamos no ciclo do bitcoin (BTC)? Quatro gráficos (explicados) para entender o momento

10 mar 2026, 16:06 - atualizado em 10 mar 2026, 16:06
Bitcoin (BTC) no mar revolto (Imagem Copilot)
Bitcoin (BTC) no mar revolto (Imagem Copilot)

Salve, salve, meus entusiastas do mercado de criptomoedas! Hoje vamos usar uma bússola no meio da tempestade. Afinal, em que ponto do ciclo do bitcoin (BTC) estamos?

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Acompanhamos alguns indicadores de ciclo e eles nos mostram que estamos em uma boa “zona de compra”.

Vamos destrinchá-los.

Coinbase Bitcoin Premium Index:

Fonte: CoinGlass

O cálculo desse índice é feito da seguinte maneira:

Prêmio = (Preço Coinbase – Preço médio Global) / Preço médio Global

Quando esse índice está positivo, significa que os norte-americanos estão pagando BTC mais caro na Coinbase do que outros investidores estão ao redor do mundo.

Assim, normalmente sugere:

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  • forte demanda de compra nos EUA;
  • entrada de capital institucional;
  • alta liquidez em dólares e otimismo dos investidores.

Através desse índice dá para ter uma noção do apetite por risco e o nível de participação dos investidores dos EUA, acompanha entradas e saídas do capital institucional e fornece sinais sobre tendências de preços de curto prazo e mudanças na estrutura de mercado.

Esse gráfico acima condiz exatamente com o gráfico abaixo que mostra a entrada de capital institucional nos ETFs de bitcoin nos EUA.

Total Bitcoin Spot ETF Net Inflow:

Fonte: SoSoValue

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Tivemos uma captação líquida positiva nas últimas três semanas indicando que apesar de todo esse pessimismo de mercado e cenário conturbado com todo contexto mundial, os institucionais nos EUA voltaram a acumular bitcoin, o que pode significar que estamos em uma região favorável de compra.

Além disso, outro indicador interessante de acompanharmos é a posição líquida dos detentores de bitcoin de longo prazo, os long-term holders (LTH):

Fonte: Glassnode

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Esse gráfico nos permite analisar se os detentores de longo prazo estão comprando ou vendendo bitcoin e, apesar de nos últimos meses termos visto eles se desfazendo dos BTCs, quando olhamos na direita temos uma barrinha verde bem fininha nos mostrando que eles voltaram a acumular.

Corroborando ainda mais a tese de que parece estarmos em uma região interessante de compra.

Um outro indicador que gostamos de comparar é a média móvel de 200 semanas do preço do bitcoin vs preço atual do bitcoin:

Fonte: TradingView

A média móvel de 200 semanas virou uma referência no bitcoin porque representa o custo média de longo prazo do mercado.

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Usamos as 200 semanas, uma vez que ela suaviza 4 anos de preço, pois 200 semanas são aproximadamente 3,8 anos que é praticamente um ciclo completo do bitcoin (halving cycle) e por isso vira uma espécie de linha estrutural do ciclo.

Hoje esse indicador está na faixa dos 1,22. Em outras palavras, ela está indicando que estamos em um território de “valor justo”.

No bear market de 2018, o preço do BTC não caiu abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA).

Porém em 2022, o preço do BTC caiu significamente abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA), chegando a um índice de apenas de 0,68.

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Segue uma tabela de como interpretar essa métrica para termos uma noção de onde estamos:

Em resumo…

Esses valores são aproximados e precisam ser interpretados de acordo com o contexto.

No momento acreditamos que o bear market atual é mais parecido com o de 2022.

Em 2022, oscilamos em torno da zona de “valor justo” (US$ 22 mil) por aproximadamente 5 meses antes da queda final em novembro, durante o colapso da FTX. Esse foi o caminho para o fundo.

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Durante esse período, não houve nenhuma alta que tenha ultrapassado o suporte anterior (US$ 30 mil na época).

No atual mercado de baixa, podemos observar uma estrutura semelhante começando a se formar. Já houve duas vezes em que o preço se recuperou a partir do suporte na faixa dos US$ 60 mil.

Acredito que a resistência de alta esteja na faixa de US$ 74 mil a US$ 80 mil.

Portanto, acredito que o cenário base é que oscilaremos entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, aproximadamente.

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Eu ainda acho que podemos ver preços mais baixos dentro dessa faixa, ou seja, o mercado ainda pode oscilar um pouco mais para baixo antes de encontrar um fundo mais claro.

Mas mesmo que isso aconteça, a realidade é que já estamos em uma região de preço que, olhando no longo prazo, dificilmente vai fazer tanta diferença milimétrica no resultado final.

A verdade é que acertar o fundo exato é praticamente impossível. Quem investe há mais tempo no mercado aprende isso cedo ou tarde.

No fim das contas, o mais importante não é acertar o fundo em cheio, mas sim estar posicionado com racionalidade ao longo do ciclo.

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Forte abraço,

Marcello Calbo Cestari

Aviso obrigatório

Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

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Analista e trader dos fundos de cripatoativos na Empiricus Asset
Analista de criptoativos na Empiricus Asset, responsável pela gestão dos fundos da casa focados em ativos digitais. Formado em Administração de Empresas pela FGV com mais de cinco anos de experiência no mercado financeiro, com atuação em research, alocação e execução de estratégias no universo cripto. Colunista no Money Times e apresentador do podcast Crypto Never Sleeps, onde entrevista os principais nomes do setor para discutir tendências, tecnologia e investimento em Web3.
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Analista de criptoativos na Empiricus Asset, responsável pela gestão dos fundos da casa focados em ativos digitais. Formado em Administração de Empresas pela FGV com mais de cinco anos de experiência no mercado financeiro, com atuação em research, alocação e execução de estratégias no universo cripto. Colunista no Money Times e apresentador do podcast Crypto Never Sleeps, onde entrevista os principais nomes do setor para discutir tendências, tecnologia e investimento em Web3.
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