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Mário Leão deixa Santander (SANB11); CEO da B3 (B3SA3) assume

19 mar 2026, 19:13 - atualizado em 19 mar 2026, 20:09
b3santander
(Imagens: Divulgação)

Duas gigantes da bolsas deverão contar novos CEOs em breve. Mário Leão, CEO do Santander (SANB11) que está no cargo desde 2022, deixará o posto. Em seu lugar, entrará Gilson Finkelsztain, CEO da B3 (B3SA3) desde 2017.

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Em comunicado enviado ao mercado, a B3 confirmou que Finkelsztain não será mais CEO. De acordo com o comunicado, o executivo permanecerá no cargo no final do primeiro semestre de 2026.

“A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência”, diz a nota.

Já o Santander também agradeceu Leão, que também irá ficar no cargo até junho.

Finkelsztain chegou a ficar próximo de uma cadeira no conselho de administração do Santander, função que exerceria simultaneamente ao comando da B3.

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Apesar de a assembleia de acionistas do banco ter aprovado seu nome, Finkelsztain desistiu.

Nível de maturidade

Para Leão, o banco atingiu um nível de maturidade que permite conduzir este processo sucessório de forma estruturada e planejada, em um momento bastante oportuno.

“Isso garantirá a continuidade da execução da nossa estratégia por meio de uma equipe que tenho orgulho de ter liderado”, afirmou Leão em nota divulgada pelo Santander.

“A sucessão será conduzida de forma transparente e organizada e contará com a participação direta do Sr. Mario Leão, que seguirá liderando o Santander Brasil até a conclusão do processo, prevista para meados de 2026, garantindo, assim, uma transição cuidadosa e estruturada”, afirmou o Santander.

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Ainda segundo a presidente-executiva do Santander, Ana Botín, Leão desempenhou um papel importante na transformação do Santander Brasil e no fortalecimento de seu posicionamento no Brasil.

A executiva destacou ainda que a experiência e o reconhecimento no setor financeiro brasileiro de Finkelsztain o tornam bem qualificado para liderar a próxima fase de crescimento “neste mercado tão relevante, à medida que seguimos executando nossa estratégia e promovendo crescimento com rentabilidade”.

“Volto ao Santander Brasil muito feliz para assumir a liderança do banco neste momento”, afirmou Finkelsztain.

“Nosso foco será transformar a base sólida em entregas relevantes para clientes, acionistas e para a sociedade. O Brasil é um mercado de grandes oportunidades e estou entusiasmado com o potencial do que podemos construir nos próximos anos.”

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Trajetória de Leão no Santander

Leão assumiu como CEO do Santander Brasil em janeiro de 2022, substituindo Sergio Rial. À época, o banco enfrentava diversos desafios, entre eles a alta inadimplência, especialmente no crédito ao consumidor, além da pressão sobre as margens.

Naquele momento, também passava por uma ampla reformulação no comando da franquia do grupo espanhol — movimento que também levaria à chegada do atual CEO, enquanto os grandes bancos enfrentavam concorrência acirrada das fintechs, em meio à implementação do open banking.

Nos últimos trimestres, o Santander vinha entregando resultados mistos, com melhoras claras — como no lucro e no ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) —, mas ainda sem convencer parte dos analistas.

No quarto trimestre, por exemplo, o lucro chegou a R$ 4,08 bilhões, o melhor resultado em quatro anos.

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Apesar disso, Leão deixa o cargo sem alcançar o patamar considerado “mágico” de 20%, com ROE de 17%. Finkelsztain, por outro lado, chega com a missão de atingir essa marca até 2028, conforme meta estabelecida pelo próprio Santander Espanha.

Em relatório recente, o Safra afirma que, ao adotar uma abordagem de menor apetite ao risco na estratégia da carteira de empréstimos, a rentabilidade do Santander está se tornando cada vez menos dependente do crédito.

Os analistas destacam que há espaço para melhora na rentabilidade. No entanto, a trajetória depende fortemente do controle das despesas operacionais (opex).

B3: quem assume?

Do lado da B3, fica o questionamento sobre quem deverá assumir o posto de Finkelsztain. De acordo com apuração do Valor Econômico, Luiz Masagão, atual vice-presidente de produtos e clientes da bolsa, é o mais cotado.

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Masagão está na B3 desde o segundo semestre de 2024, vindo da tesouraria do Santander, onde permaneceu por 14 anos.

Outro nome citado pelo jornal é o de José Berenguer, atual presidente do Banco XP e também membro do conselho de administração da própria B3.

Caio Ibrahim David, que construiu carreira no Itaú e é presidente do conselho de administração da B3, também foi mencionado.

Finkelsztain foi um dos principais responsáveis por implementar uma série de melhorias tecnológicas na bolsa. Além disso, sua gestão foi marcada pela diversificação das receitas da B3, que antes tinha a negociação de ações como principal fonte e passou a contar com outras verticais, como dados e renda fixa.

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Já o próximo presidente chega com o desafio de lidar com uma possível nova concorrente. Pelo menos uma nova bolsa, a Base Exchange, operada pela Americas Trading Group (ATG), está com processos avançados.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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