Marvell dispara 32% em um único pregão; ainda vale a pena comprar?
Como comentei ontem, a Marvell Technology voltou ao centro das atenções do mercado após disparar 32% em um único pregão. O movimento foi impulsionado por declarações de Jensen Huang, CEO da Nvidia, que afirmou enxergar a companhia como a próxima potencial integrante do seleto grupo de empresas avaliadas em US$ 1 trilhão.
A fala ganhou peso adicional por vir de uma empresa que já investiu cerca de US$ 2 bilhões na Marvell e mantém uma parceria estratégica voltada à infraestrutura de inteligência artificial.
A tese está diretamente ligada ao crescimento exponencial dos data centers de IA, que exigem soluções cada vez mais sofisticadas de conectividade, redes e componentes ópticos — áreas nas quais a Marvell ocupa posição relevante. Não por acaso, outras empresas ligadas ao segmento de óptica também registraram fortes altas.
Mesmo após a expressiva valorização recente, a empresa ainda está distante da marca simbólica de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Após o rali, a Marvell passou a valer aproximadamente US$ 254 bilhões, o que significa que ainda precisaria avançar cerca de 300% para atingir o patamar mencionado por Huang.
Naturalmente, trata-se de uma projeção ambiciosa e sujeita a riscos de execução, concorrência e aos ciclos do setor de tecnologia. Ainda assim, a companhia permanece bem posicionada em uma das áreas mais estratégicas da revolução da inteligência artificial: a infraestrutura necessária para conectar e alimentar os gigantescos data centers que sustentam esse crescimento.
Para investidores brasileiros, as BDRs M2RV34 (lá fora, o ticker é MRVL, na Nasdaq) seguem oferecendo uma forma acessível de capturar essa tendência estrutural por meio da B3, mantendo exposição a uma empresa que pode continuar se beneficiando da expansão global dos investimentos em IA nos próximos anos.