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50% da produção de soja do Mato Grosso corre risco de quebra por El Niño, aponta estudo

08 dez 2023, 15:30 - atualizado em 11 dez 2023, 17:00
soja mato grosso
Devido aos efeitos do El Niño, os produtores de soja tiveram problemas sérios envolvendo a falta de chuvas e o intenso calor (Imagem: Pixabay/Nennieinszweidrei )

A startup A de Agro, que trabalha com dados para o agronegócio, através da sua plataforma de monitoramento das lavouras de nome “Rural.Uno”, projeta uma possível quebra para a safra de soja 2023/2024 em Mato Grosso.

Assim, segundo a startup, 9 cidades, que respondem por 20% da produção de soja, tem perigo elevado de quebra.

O município de Tapurah tem se destacado negativamente, com uma possibilidade de quebra que pode chegar até 25% da safra, perda de 150 mil toneladas.

Ao todo, 25 cidades despertam preocupação, áreas que respondem por quase 50% da produção do estado:

  • As 10 cidades de risco muito alto são: Diamantino, São José do Xingu, Comodoro, Marcelândia, Confresa, Matupá, Vila Bela da Santíssima Trindade, Peixoto de Azevedo, Santa Cruz do Xingu e Terra Nova do Norte.
  • As 9 cidades com risco alto são: Campo Novo do Parecis; Nova Ubiratã; Nova Mutum; Lucas do Rio Verde; Tabaporã; Água Boa; Tapurah; São José do Rio Claro e Novo São Joaquim.
  • Risco Médio: Sorriso, Querência, Paranatinga, Nova Maringá, Gaúcha do Norte, Porto dos Gaúchos, Ipiranga do Norte, Santa Rita do Trivelato, Vera, Feliz Natal, Bom Jesus do Araguaia, Santa Carmem, Itanhangá, Cláudia, Santo Antônio do Leste e Brasnorte.

O que explica o risco para soja?

No Centro-Oeste, devido aos efeitos do El Niño, os produtores da região tiveram problemas sérios envolvendo a falta de chuvas e o intenso calor que atingiu a região.

Essa combinação fez com que algumas áreas, sobretudo no norte e oeste do Mato Grosso, tivessem atraso de plantio e, em alguns casos, replantio.

Ainda é cedo para estimar diminuição de produtividade, ainda mais em uma região tão importante e, até então, sem grandes variações negativas.

Contudo, segundo o estudo, caso o clima permaneça instável e sem mudanças positivas poderemos ver uma quebra de safra atípica para a região devido a fatores hídricos

Regiões com uma maior propensão à quebra até o momento são o oeste e norte de Mato Grosso, devido às baixas chuvas e altas temperaturas.

Dessa maneira, apesar do cenário atípico e potencialmente danoso, algumas áreas no sul do Mato Grosso e Goiás já conseguiram reverter a possibilidade de quebra pela regularização do regime pluviométrico.

Repórter no Agro Times
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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