Economia

Mercadante diz que governo avalia relançar plano Brasil Soberano

17 mar 2026, 13:27 - atualizado em 17 mar 2026, 13:27
Aloizio Mercadante
(Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (17) que o governo federal avalia lançar a segunda edição do plano Brasil Soberano, para apoiar setores da economia ainda afetados por tarifas de importação dos Estados Unidos e atingidos pelos efeitos da crise do petróleo disparada pela guerra no Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Mercadante, há uma sobra de R$6 bilhões em recursos da primeira edição do plano, lançado em meados do ano passado para enfrentar impactos econômicos da elevação em até 50% das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo norte-americano.

“Já há conversas com o vice-presidente (Geraldo) Alckmin sobre isso”, disse Mercadante. “Temos um diálogo avançado nessa direção”, acrescentou o presidente do BNDES ao frisar que o Ministério da Fazenda faz parte dessa discussão.

O programa lançado no ano passado tinha um orçamento de R$40 bilhões, sendo R$10 bilhões somente do BNDES. “A gente pode devolver ao Tesouro e ele definir um novo programa. A gente só não pode usar esses recursos sem uma definição legal e específica”, disse Mercadante.

O presidente do BNDES citou como setores afetados por tarifas norte-americanas de mais de 15% o siderúrgico, de alumínio, cobre, além de autopeças.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outros setores, afirmou, afetados pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, mostraram que o Brasil não pode depender muito de importação de insumos fundamentais para a economia como fertilizantes.

“Precisamos ter mais resiliência para manter capacidade de respostas nesse cenário geopolítico turbulento que estamos atravessando. A guerra na Ucrânia atinge esse segmento e o Irã, também é um fornecedor de fertilizantes”, disse o presidente do BNDES.

“O Brasil Soberano 2 deveria olhar também para setores em que temos déficit comercial e segmentos estratégicos para economia frente esse cenário de guerra, instabilidade e crise que talvez seja mais prolongada que o previsto.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar