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Mercado Livre (MELI34) é notificado pela Anvisa após iniciar vendas de medicamentos com retenção de receitas

30 set 2026, 6:44 - atualizado em 30 set 2026, 6:46
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(Imagem: Divulgação/Mercado Livre)

O Mercado Livre (MELI34) foi notificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a empresa ter iniciado a venda de medicamentos com prescrição e retenção de receita, além da entrada de farmácias no marketplace da companhia. A empresa tem até o dia 1º de outubro para atender as solicitações.

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A Anvisa pede informações sobre a regularidade do Mercardo Livre para exercer esse tipo de atividade, incluindo o atendimento às exigências sanitárias aplicáveis a farmácias e drogarias. Também pede detalhes sobre os procedimentos usados para conferir receitas médicas e sobre as regras adotadas para armazenamento e transporte dos medicamentos.

Segundo publicado pelo portal G1, a agência de vigilância sanitária afirmou que não existe previsão de normativa que autorize a intermediação de marketplaces para a comercialização de medicamentos. Ao portal, o Mercado Livre informou ontem que não havia sito notificado.

A nova operação do Mercado Livre havia sido questionada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que enviou ofício à agência na semana passada pedindo esclarecimentos urgentes sobre a regularidade sanitária do modelo anunciado pela empresa.

Nova fonte de receita

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O gigante das vendas pela internet no Brasil iniciou na última sexta-feira (25) a venda de medicamentos com prescrição e retenção de receita. No mercado financeiro, a recepção foi positiva, mas que dúvidas sobre a legalidade da operação estavam no radar.

Segundo analistas do Itaú BBA, a nova fonte de receita replica o que a empresa já faz noo México, na Colômbia, na Argentina e no Chile. Segundo eles, a nova operação se assemelha muito mais ao modelo do iFood do que à logística própria de e-commerce do Mercado Livre, uma vez que os produtos continuarão sendo enviados a partir de uma drogaria, e não dos centros de distribuição da companhia.

Inicialmente, o modelo terá foco na cidade de São Paulo, que, segundo estimativas do BBA, representa cerca de 8% do mercado de farmácias do Brasil (o Estado representa aproximadamente 24%).

O plano do Mercado Livre de integrar pelo menos 20 redes de farmácias reforça a expectativa de que a plataforma dependerá predominantemente de um modelo 3P, no qual as farmácias parceiras continuarão responsáveis pela venda e estoque dos produtos, enquanto a companhia fornecerá tráfego, tecnologia e logística.

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Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.

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