Mercados sobem após ação dos EUA na Venezuela; o que esperar do Ibovespa nesta segunda (5)
Os mercados asiáticos, europeus e os futuros de Wall Street operam em alta nesta segunda-feira (5), em reação a um fim de semana marcado por forte tensão na geopolítica latino-americana.
No sábado (3), os Estados Unidos conduziram uma operação militar contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. A ação incluiu ataques ao sistema de defesa aérea do país e culminou na prisão do presidente venezuelano.
Em pronunciamento, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA assumiriam, de forma temporária, a administração da Venezuela até a definição de uma transição política. Ele também reforçou declarações sobre a exploração e a comercialização do petróleo venezuelano.
Apesar das críticas, que apontam violação da soberania do país, analistas têm relativizado os efeitos econômicos de longo prazo da operação. Atualmente, a Venezuela produz menos de 1 milhão de barris de petróleo por dia — volume inferior a 1% da produção global —, o que tende a limitar impactos imediatos sobre os mercados de energia.
Por outro lado, o país concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris, o equivalente à cerca de 17% do total global, segundo dados dos EUA.
Diante do episódio, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para hoje, já que a ação norte-americana não foi previamente comunicada nem aprovada pela organização.
Mercado brasileiro
Por aqui, os investidores acompanham a reação do governo brasileiro à operação militar ao seu vizinho. Além disso, o primeiro Relatório Focus do ano traz as projeções do mercado para a inflação, atividade econômica, câmbio e taxa de juros.
- Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) encerrou com queda de 0,36%, aos 160.538,69 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou baixa de 0,36%.
- Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4256, com queda de 1,16%. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 2,15%.
- O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,62% no pré-market, cotado a US$ 32.
Mercados internacionais
As bolsas asiáticas fecharam em alta. Os principais índices europeus operam no positivo, assim como os futuros de Nova York.
- Petróleo: Os preços do petróleo caem nesta manhã, após reduzirem as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento da commodity após os EUA capturarem Maduro.
- Criptomoedas: O mercado cripto opera em alta. O bitcoin (BTC) avança 1,4%, negociado em torno de US$ 92 mil. O ethereum (ETH) sobe 0,9%, cotado a US$ 3,1 mil.
Agenda: Veja a programação para hoje
Indicadores
- 08h – Brasil – IPC-S
- 08h25 – Brasil – Pesquisa Focus
- 12h – EUA – PMI/ISM industrial
- 15h – Brasil – Balança comercial
Lula
- O presidente não tem compromissos agendados
Fernando Haddad
- O ministro está de férias
Gabriel Galípolo
- Despachos internos
Morning Times: Confira os mercados nesta manhã
Bolsas asiáticas
- Tóquio/Nikkei: +3,03%
- Hong Kong/Hang Seng: +0,03%
- China/Xangai: +1,38%
Bolsas europeias (mercado aberto)
- Londres/FTSE100: +0,24%
- Frankfurt/DAX: +0,85%
- Paris/CAC 40: +0,16%
Wall Street (mercado futuro)
- Nasdaq: +0,55%
- S&P 500: +0,26%
- Dow Jones: +0,08%
Commodities
- Petróleo/Brent: -0,05%, a US$ 60,72 o barril
- Petróleo/WTI: -0,02%, a US$ 57,31 barril
- Minério de ferro: +0,95%, cotado a US$ 114,14 a tonelada em Dalian, na China
- Ouro: +2,61%, a US$ 4.442,65 por onça-troy
Criptomoedas
- Bitcoin (BTC): +1,4%, a US$ 92.692,86
- Ethereum (ETH): +0,9%, a US$ 3.169,06