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Mercados sobem após ação dos EUA na Venezuela; o que esperar do Ibovespa nesta segunda (5)

05 jan 2026, 7:10 - atualizado em 05 jan 2026, 7:16
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Bolsas asiáticas e futuros de Wall Street sobem após operação dos EUA na Venezuela, enquanto mercado avalia efeitos geopolíticos e no setor de petróleo. (Imagem: REUTERS/Manaure Quintero)

Os mercados asiáticos, europeus e os futuros de Wall Street operam em alta nesta segunda-feira (5), em reação a um fim de semana marcado por forte tensão na geopolítica latino-americana.

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No sábado (3), os Estados Unidos conduziram uma operação militar contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. A ação incluiu ataques ao sistema de defesa aérea do país e culminou na prisão do presidente venezuelano.

Em pronunciamento, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA assumiriam, de forma temporária, a administração da Venezuela até a definição de uma transição política. Ele também reforçou declarações sobre a exploração e a comercialização do petróleo venezuelano.

Apesar das críticas, que apontam violação da soberania do país, analistas têm relativizado os efeitos econômicos de longo prazo da operação. Atualmente, a Venezuela produz menos de 1 milhão de barris de petróleo por dia — volume inferior a 1% da produção global —, o que tende a limitar impactos imediatos sobre os mercados de energia.

Por outro lado, o país concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris, o equivalente à cerca de 17% do total global, segundo dados dos EUA.

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Diante do episódio, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para hoje, já que a ação norte-americana não foi previamente comunicada nem aprovada pela organização.

Mercado brasileiro

Por aqui, os investidores acompanham a reação do governo brasileiro à operação militar ao seu vizinho. Além disso, o primeiro Relatório Focus do ano traz as projeções do mercado para a inflação, atividade econômica, câmbio e taxa de juros.

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) encerrou com queda de 0,36%, aos 160.538,69 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou baixa de 0,36%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4256, com queda de 1,16%. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 2,15%.
  • O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,62% no pré-market, cotado a US$ 32.

Mercados internacionais

As bolsas asiáticas fecharam em alta. Os principais índices europeus operam no positivo, assim como os futuros de Nova York.

  • Petróleo: Os preços do petróleo caem nesta manhã, após reduzirem as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento da commodity após os EUA capturarem Maduro.
  • Criptomoedas: O mercado cripto opera em alta. O bitcoin (BTC) avança 1,4%, negociado em torno de US$ 92 mil. O ethereum (ETH) sobe 0,9%, cotado a US$ 3,1 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

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  • 08h – Brasil – IPC-S
  • 08h25 – Brasil – Pesquisa Focus
  • 12h – EUA – PMI/ISM industrial
  • 15h – Brasil – Balança comercial

Lula

  • O presidente não tem compromissos agendados

Fernando Haddad

  • O ministro está de férias

Gabriel Galípolo

  • Despachos internos

Morning Times: Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: +3,03%
  • Hong Kong/Hang Seng: +0,03%
  • China/Xangai: +1,38%

Bolsas europeias (mercado aberto)

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  • Londres/FTSE100: +0,24%
  • Frankfurt/DAX: +0,85%
  • Paris/CAC 40: +0,16%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: +0,55%
  • S&P 500: +0,26%
  • Dow Jones: +0,08%

Commodities

  • Petróleo/Brent: -0,05%, a US$ 60,72 o barril
  • Petróleo/WTI: -0,02%, a US$ 57,31 barril
  • Minério de ferro: +0,95%, cotado a US$ 114,14 a tonelada em Dalian, na China
  • Ouro: +2,61%, a US$ 4.442,65 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): +1,4%, a US$ 92.692,86
  • Ethereum (ETH): +0,9%, a US$ 3.169,06

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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