Comprar ou vender?

Mesmo após cortar preço-alvo, Santander vê potencial de alta de 80% para esta ação

25 jun 2026, 14:49 - atualizado em 25 jun 2026, 14:49
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Santander corta preço-alvo da Cyrela (CYRE3), mas ainda vê potencial de valorização de 81% para as ações (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

Embora tenha mantido a recomendação outperform (equivalente à compra) para a Cyrela (CYRE3), o Santander reduziu o preço-alvo das ações, de R$ 43 para R$ 41, após revisar suas projeções para a incorporadora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com o corte, o novo valor ainda representa um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 80% frente à cotação atual, de R$ 22,63.

Segundo o banco, os papéis da companhia ainda são negociados a um múltiplo de 4,5 vezes o lucro (P/L) projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica de cinco anos, de 6,5 vezes.

"Continuamos vendo o valuation atual como um ponto de entrada atrativo", escreveram os analistas da casa em relatório.



Por que o Santander reduziu o preço-alvo de CYRE3?

A revisão para baixo ocorreu após o Santander incorporar às suas projeções os balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) e do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Cyrela, que vieram abaixo das expectativas internas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o banco atualizou suas premissas macroeconômicas, destacando que existe um ambiente menos favorável para a queda dos juros no Brasil, o que tende a afetar a demanda por imóveis, e um cenário de custos de construção mais elevados.

Com esse pano de fundo, a casa cortou suas expectativas de lucro líquido para a incorporadora e agora espera R$ 1,9 bilhão em 2026, queda de 13% em relação à estimativa anterior, e R$ 2,4 bilhões em 2027, recuo de 5%.

Os analistas ainda diminuíram as projeções de pré-vendas em 6% para este ano e em 3% para o que vem, citando “uma perspectiva mais desafiadora para os segmentos de média e alta renda”, principais mercados de atuação da companhia.

Vivaz ganha protagonismo

Mas mesmo com os ajustes nas estimativas, o relatório afirma que o mercado ainda não precifica adequadamente o potencial da Vivaz, marca da Cyrela voltada ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Santander, inclusive, projeta que a operação econômica continuará ganhando participação dentro do balanço consolidado da incorporadora nos próximos anos.

Em 2025, a Vivaz representou cerca de 29% dos lançamentos da Cyrela e 19% das receitas. Para 2027, a expectativa do banco é que essa fração avance para aproximadamente:

  • 47% dos lançamentos;
  • 35% das receitas.

A avaliação dos analistas é de que o crescimento da subsidiária voltada à baixa renda tende a aumentar a resiliência dos resultados da construtora, especialmente em um período de juros elevados.

Além disso, o relatório também destaca que a rentabilidade da Vivaz vem evoluindo de forma consistente: a margem bruta da marca alcançou 36,9% no primeiro trimestre de 2026, aproximando-se dos níveis observados em incorporadoras especializadas no MCMV.

A ajuda do Nubank (ROXO34)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto citado pelo Santander é o potencial relevante da “Cyrela Corporate Tower”, um edifício comercial desenvolvido pela própria incorporadora na região da Oscar Freire, em São Paulo.

O relatório cita que, em janeiro, a companhia assinou um contrato com o Nubank (ROXO34) para locação de 75% da área do empreendimento, cuja entrega está prevista para o fim deste ano.

Os outros 25% deverão ser ocupados pela própria Cyrela, que pretende instalar sua nova sede administrativa no local.

De acordo com os analistas, o aluguel do Nubank pode adicionar cerca de R$ 80 milhões por ano em receitas recorrentes à incorporadora a partir de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a transferência da sede para o novo edifício deve contribuir para a redução das despesas administrativas da companhia.

Potencial venda

Mas para além da locação, o Santander também realizou uma análise de sensibilidade para avaliar o impacto de uma eventual venda do novo empreendimento.

Pelas contas do banco, considerando apenas a parte já locada ao Nubank e uma taxa de capitalização (cap rate) implícita de 8%, a possível alienação poderia gerar um impacto positivo de aproximadamente 25% sobre a projeção de lucro da Cyrela para 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar