Comprar ou vender?

Mesmo com Ibovespa fraco, BB Investimentos vê bom cenário para o varejo; qual ação comprar?

02 abr 2024, 13:14 - atualizado em 02 abr 2024, 13:14
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O BB Investimentos analisa o desempenho das empresas do setor de varejo e valia as recomendações para cada uma delas. (Imagem: Monkey Business Image)

Inflação sob controle, queda na taxa Selic e a menor inadimplência não têm sido suficientes para que o Ibovespa responda positivamente no ano. Ao contrário, o mercado tem visto a queda sequencial como uma surpresa negativa esses primeiros meses de 2024. No entanto, há um setor que continua com perspectivas positivas: o do varejo.

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Em março, o Ibov chegou a cair 0,7%, enquanto o Índice de Consumo (ICON) que abrange as empresas dos setores de consumo cíclico, consumo não cíclico e saúde e avalia o desempenho médio dos ativos de maior negociabilidade desses setores registrou alta de 1,3%.

Além dos fatores já citados, a associação com a inflexão na curva de concessão de crédito tem feito o mercado olhar com mais cuidado para este segmento e até revisar para cima as projeções de lucros para as companhias, como é o caso do BB Investimentos.

Cenário macroeconômico positivo para o varejo

A tese de que o cenário macroeconômico continua positivo pelo varejo é sustentado pela divulgação de diversos dados econômicos, principalmente o de crédito.

De acordo com os últimos números, a concessão de crédito à pessoa física teve uma desaceleração desde outubro de 2022, no comparativo anual.

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O dado ainda é amparado pela queda da inadimplência, que em dezembro de 2023 foi de 48%, ligeiramente abaixo do mês anterior, que confirma a tendência de baixa. O comprometimento de renda, por sua vez, ficou em 26,1% no mesmo período, mostrando uma queda de 0,40 ponto percentual (p.p) no comparativo mensal.

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Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) teve uma variação positiva de 0,83% em fevereiro, um resultado acima da média das estimativas do mercado. Os setores que contribuíram para essa alta foi o de Educação, Comunicação, Alimentos e Bebidas.

Além disso, o volume de vendas no varejo restrito subiu 2,5% no comparativo mensal em janeiro, e acumulou alta de 1,8% em 12 meses. O Índice Cielo de Varejo e Vendas (ICVA), por sua vez, apresentou uma variação negativa em 2,4% no comparativo anual em fevereiro, puxado principalmente por Serviços e Bens Duráveis.

Desempenho das varejistas

O BB Investimentos destacou neste contexto – levando em consideração as empresas que são cobertas pela casa  – a performance da Natura&Co (NTCO3) na temporada de resultados do quarto trimestre de 2023 (4T23) e o desempenho das ações no mês de março de 14%.

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“A ação já está sendo precificada pelo anúncio da avaliação do spin off da Avon Internacional divulgada em fevereiro. Na última semana, a empresa de rating Fitch elevou a companhia de BB para BB+, com uma perspectiva de positiva para estável”, explicaram Georgia Jorge e Andréa Aznar, analistas responsáveis pelo relatório.

No entanto, a recomendação dos papéis da companhia seguem em “neutra”, com o preço-alvo em R$ 18,20.

Outra ação que teve uma boa variação mensal foi a das Lojas Quero-Quero (LJQQ3) que, segundo a casa, apesar de um resultado misto, com perda de alavancagem comercial, o mercado “viu com bons olhos”. Segundo o relatório, houve melhora na operação de produtos e serviços financeiros e o aumento do lucro líquido, devido a um reconhecimento de créditos fiscais não recorrentes.

A recomendação segue “neutra” e com preço-alvo de R$ 5,53.

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Na outra ponta, estão Casas Bahia (BHIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) com variações negativas de 26,6% e 15,5%, respectivamente. Ambas as quedas refletiram seus resultados financeiros e operacionais que não agradaram o mercado.

Apesar disso, as ações do Magalu seguem com posição de “compra”, com preço-alvo a R$ 3,68. Já Casas Bahia tem recomendação de “venda”.

Os papéis do Grupo Mateus (GMAT3), Hypera (HYPE3), Lojas Renner (LREN3), Pão de Açúcar (PCAR3), Pague Menos (PGMN3) e Raia Drogasil (RADL3) também seguem com recomendação “neutra”.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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