Michael Saylor é um dos dois riscos iminentes para o bitcoin neste ano, segundo o CEO da Ripio
O bitcoin (BTC) começou o ano com o pé esquerdo e o futuro não parece muito promissor, segundo Sebástian Serrano, CEO da Ripio, uma das maiores plataformas de negociação de ativos digitais da América Latina.
A primeira delas é a explosão da bolha de inteligência artificial (IA). Na visão de Serrano, é ela quem vem drenando os recursos de bolsas e criptomoedas, o que explica parte da lateralização do bitcoin no começo deste ano.
“A inteligência artificial está drenando a liquidez das criptomoedas, mesmo com o mundo estando no pico da liquidez global”, afirma. “Tudo está indo pra IA e eu acho que vai haver uma correção. Os números são irreais”.
Já o segundo ponto, é de um nome conhecido no mercado: Michael Saylor, presidente do Conselho de Administração da Strategy (ex-Microstrategy).
Risco da ‘pessoa Saylor’ para o bitcoin (BTC)
Voltando alguns passos, Saylor sempre foi um entusiasta do bitcoin e apostou as fichas — ou melhor, o caixa — da Strategy na estratégia de encarteiramento de BTC.
No entanto, essas compras são feitas via emissão de dívida e alavancagem com ações da empresa. Com isso, a empresa fica exposta a, por exemplo, uma tomada da empresa por acionistas, o que, em última instância, pode culminar com a venda dos BTCs.
E aí entra o problema: o preço do bitcoin está intimamente ligado às compras da Strategy. Uma mudança nesse sentido pode pressionar as cotações e, consequentemente, criar uma espiral negativa para a própria empresa.
“E não estamos falando só de uma mudança de estratégia”, comenda Serrano, “se ele sofrer um acidente de helicóptero, qualquer coisa que atinja ele pode ser um catalisador negativo de preços para o bitcoin. A ‘pessoa Saylor’ se tornou um problema”.
Mesmo a sinalização recente de que a Strategy poderia vender bitcoins em uma situação específica foi suficiente para fazer as ações caírem e o preço do BTC recuar.