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Minerva (BEEF3): Citi corta preço-alvo com maior complexidade para tese; entenda

06 abr 2026, 18:30 - atualizado em 06 abr 2026, 18:30
Minerva beef3 (2)
(Imagem: Divulgação/Minerva Foods)

A Minerva Foods (BEEF3) entra em 2026 mais forte e com maior escala, mas com uma tese de investimento mais complexa e sensível a riscos externos, segundo o Citi.

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O banco manteve recomendação neutra para a companhia, mas reduziu o preço-alvo das ações de R$ 7,70 para R$ 5,30, além de elevar o nível de risco para “alto”.

Para o Citi, o que era antes uma tese clara, baseada no ciclo pecuário, está se tornando mais complexa, à medida que a escassez global de carne bovina é cada vez mais compensada por:

  1. restrições de cotas da China;
  2. aumento da incerteza nos custos de frete devido à guerra no Oriente Médio;
  3. balanço patrimonial ainda exigente.

De acordo com o relatório, a empresa avançou de forma relevante nos últimos anos, com integração de ativos, diversificação geográfica e início do processo de desalavancagem. Em 2025, a Minerva registrou receita recorde de R$ 55 bilhões e Ebitda de R$ 4,8 bilhões.

Entre os principais pontos de atenção está a China, que representa cerca de 23% das exportações da companhia. Segundo o banco, as cotas para importação de carne bovina devem ser atingidas ainda no meio do ano, limitando o país como destino no segundo semestre.

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Esse movimento pode antecipar embarques no primeiro semestre, mas gerar um ambiente mais desafiador depois, com risco de pressão sobre preços à medida que a oferta precisar ser redirecionada para outros mercados.

Além disso, o Citi projeta compressão de margens em 2026, com EBITDA estimado em 8,3%, abaixo dos 8,8% de 2025, refletindo a virada do ciclo pecuário no Brasil e o aumento no custo do gado.

Por fim, o fluxo de caixa segue como um dos principais pontos de preocupação. Apesar dos resultados operacionais sólidos, a conversão em caixa ainda é limitada por despesas financeiras, investimentos e necessidade de capital de giro, disse o banco.

Para o banco, a desalavancagem continua sendo o principal gatilho de valor para a companhia — mas deve se tornar mais desafiadora no curto prazo diante do aumento dos riscos e da mudança de ciclo.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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