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Minha Casa, Minha Vida sustenta otimismo do mercado imobiliário, aponta BTG

23 jan 2026, 14:27 - atualizado em 23 jan 2026, 14:27
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Minha Casa, Minha Vida sustenta otimismo do mercado imobiliário em 2026, diz BTG (Imagem: Divulgação/Montagem: Isabelle Santos)

O BTG Pactual mantém uma perspectiva otimista para o setor de construção civil em 2026, com destaque para as companhias voltadas ao segmento de baixa renda.

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Em relatório, o banco avalia que o forte impulso do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve continuar, apoiado por possíveis atualizações nas condições do programa e por um orçamento robusto dentro do FGTS.

Segundo a casa, esses fatores, juntos, tendem a sustentar margens e retornos elevados por mais tempo, o que deve ajudar os resultados das empresas.

O forte desempenho do MCMV

De acordo com o BTG, de maneira geral, as construtoras focadas em baixa renda apresentaram um desempenho saudável ao longo de 2025.

“Com demanda sólida, impulsionada pelas condições do MCMV, e financiamento abundante, já que o MCMV é uma prioridade do governo, as companhias conseguiram expandir suas operações de forma satisfatória”, escreveu a instituição.

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O relatório destacou que os lançamentos do segmento cresceram cerca de 15% em relação a 2024, com uma velocidade de vendas de 53%, bem acima dos 43% observados nas faixas de média e alta renda.

Além disso, os estoques permaneceram em níveis baixos, equivalentes a aproximadamente nove meses de vendas, o que deve permitir às empresas uma rápida rotação de ativos.

 Lançamentos, vendas e estoques de produtos de baixa renda (R$ milhões)
Lançamentos, vendas e estoques de produtos de baixa renda (Imagem: BTG Pactual)

Média e alta renda

Já com relação à média e alta renda, o banco ressaltou que o segmento continuou enfrentando um ambiente macroeconômico desafiador em 2025, marcado por juros elevados, que pressionaram a capacidade de compra dos consumidores.

Apesar disso, o relatório apontou que os números operacionais permaneceram sólidos. Entre as companhias listadas em bolsa, por exemplo, os lançamentos avançaram 35% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas cresceram 6%.

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Isso resultou em uma velocidade de vendas de 43% no ano — ainda considerada saudável, embora 5 pontos percentuais abaixo do observado em 2024.

“Podemos observar um perfil interessante. Os lançamentos continuaram a vender muito bem, mas as vendas de estoque já começaram a apresentar alguma desaceleração, especialmente no segundo semestre de 2025, e devem ser nossa principal preocupação para 2026”, alertou o BTG, defendendo uma postura mais seletiva no segmento.

Números operacionais no 4T25

O banco também apontou oscilações nos números operacionais das construtoras no quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgados nas últimas semanas.

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Entre as empresas focadas em média e alta renda, a casa observou uma desaceleração generalizada na velocidade de vendas, acompanhada de algum aumento de estoques ao final do ano.

Já no Minha Casa, Minha Vida, o desempenho seguiu saudável, apesar de quedas pontuais na velocidade de vendas.

Entre os destaques do período, o BTG citou a Eztec (EZTC3), no segmento de média e alta renda, e a Plano&Plano (PLPL3), na faixa de baixa renda. No acumulado de 2025, a casa elogiou a performance da Cury (CURY3).

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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