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Money Picks: Crise geopolítica coloca petroleiras no radar: Onde investir agora?

12 jan 2026, 8:00 - atualizado em 12 jan 2026, 8:09

O ano de 2026 já começou com tensões geopolíticas com o ataque dos Estados Unidos a Venezuela e captura do presidente do país, Nicolás Maduro.

No Money Picks dessa semana, os jornalistas do Money Times analisam as principais ações recomendadas nesse cenário.

1 – Petrobras (PETR4)

Com a invasão da Venezuela, os olhos do mercado se voltam para o preço do petróleo a médio e longo prazo.

A expectativa é que no curto prazo o impacto no petróleo seja baixo, mas caso a Venezuela consiga aumentar a produção ao longo dos anos, o preço do barril pode ser pressionado.

De acordo com a XP Investimentos, a Petrobras se destaca nesse cenário, por ter baixos custos de extração e sofra menos impactos com uma possível queda nos valores do petróleo.

A Genial também aposta na Petrobras, se baseando em uma possível mudança estrutural na negociação do petróleo nos próximos anos, acreditando que o poder de controle dos preços da Opep pode ser enfraquecido pela influência venezuelana.

Para a corretora, a Petrobras continua fortalecida nessa possível conjuntura, pois a companhia conta com baixos custos de produção, além de se tratar de um ativo mais consolidado.

2- Brava Energia (BRAV3)

No caso da Brava Energia, o cenário geopolítico é ainda mais impactante a médio e longo prazo, pois a companhia é a mais sensível ao preço do petróleo entre as concorrentes brasileiras.

Para a XP Investimentos, a petroleira corre riscos de desvalorização com uma possível queda do petróleo, mas a recomendação de compra ainda se mantém, apostando em um bom trabalho de execução por parte da Brava. O preço-alvo sugerido é de R$ 20.

Já a Genial Investimentos foca em outro ponto importante para a companhia: a venda dos ativos de gás natural.

Os rumores do mercado apontam que a Brava estaria negociando a venda desses ativos, o que, para a Genial, é uma estratégia que ajuda a reduzir a dívida e abre caminho para pagamento de dividendos no futuro.

A recomendação segue neutra, mas reconhece que a estratégia da empresa pode trazer bons resultados a longo prazo.

3- Bônus: Prio (PRIO3)

Para a Empiricus Research, um destaque entre as petroleiras no mês de janeiro é a Prio.

A tese da corretora se baseia na perspectiva de crescimento orgânico, a possibilidade de aumento de produção em 2026 com a compra do Campo de Peregrino e uma perspectiva de rentabilidade e geração de caixa mais elevadas ao longo do ano.

A Empiricus recomenda o preço-alvo na companhia a 60 reais, reforçando um potencial de valorização de 46% ao ano.

Para ficar por dentro das melhores recomendações da semana, toda segunda-feira tem vídeo novo do Money Picks, no canal do Money Times no YouTube.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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