Banco Master

Caso Master: “Não é crime captar acima do CDI”, diz Gabriel Galípolo

09 fev 2026, 12:09 - atualizado em 09 fev 2026, 12:09
Gabriel Galípolo em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo (Imagem: reprodução)
Gabriel Galípolo em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo (Imagem: reprodução)

O presidente do Banco Central (BC)Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (9) que a liquidação extrajudicial do Banco Master não teve relação quanto à legalidade da oferta de rendimentos acima do praticado pelo mercado.

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Em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, o mandatário da autarquia pontuou que o problema central estava na combinação entre dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo carteiras de crédito.

“O primeiro ponto a comentar é que muita gente alertava para o fato de o banco [Master] captar muito acima do CDI, mas não há regra que proíba isso. Houve quem cobrasse a liquidação porque existiam CDBs sendo emitidos a taxas superiores ao CDI, mas não se trata disso”, afirmou.

De acordo com Galípolo, a principal fragilidade estava no lado dos ativos do Master, já que a instituição passou a enfrentar dificuldades para realizar captações, o que impôs restrições de liquidez.

“O normal é que, nesse cenário, se inicie a venda de ativos para reforçar a liquidez. Ou seja, você vende ativos que já existem. O que soou estranho foi a formação de novas carteiras”, explicou.

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Segundo o presidente da autoridade monetária, o trabalho coordenado entre o BC e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) permitiu embasar as decisões de rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e de decretar a liquidação da instituição.

“Havia apenas R$ 4 milhões em caixa, e o banco não cumpria [o depósito] compulsório há meses”, disse.

3ª divisão

Durante a apresentação, Galípolo também pontuou que o caso Master deve ser analisado com cautela e diferenciado de grandes crises bancárias já vistas no país.

Na visão dele, a repercussão do episódio se explica pelo fato de o caso extrapolar o debate financeiro e envolver suspeitas que exigiram atuação conjunta com autoridades policiais.

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“Estamos falando de um banco S3. Para quem não acompanha o sistema financeiro, é como se fosse um time da terceira divisão. Mais difícil foi liquidar o Bamerindus, o Nacional. Eram bancos com relevância sistêmica muito maior do que o caso presente”, afirmou.

Agradecimentos

Galípolo ressaltou ainda ser grato por conduzir o caso Master sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Quero sublinhar a garantia que ele deu da autonomia do Banco Central e da Polícia Federal.”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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