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Não são só os gringos: Brasil é destaque entre emergentes e investidor local retoma alocação, diz BBA

30 mar 2026, 16:20 - atualizado em 30 mar 2026, 16:20
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(Imagem: Divulgação/B3)

O Itaú BBA considera que a Bolsa brasileira se destaca no atual cenário ante outros mercados emergentes. Fatores como a possibilidade de corte das taxas de juros, o fato de o país ser exportador líquido de petróleo e a retomada da alocação na B3 pelos investidores locais são mencionados pelo banco.

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No atual cenário, o banco de investimentos prefere ações domésticas de grande capitalização, com foco em bond proxies — empresas com fluxo de caixa previsível e dividendos estáveis, sensíveis à queda dos juros — e cíclicas domésticas.

“Favorecemos exposição a empresas mais sensíveis aos juros do que ao ciclo econômico, especialmente nos segmentos de shoppings, incorporadoras voltadas à baixa renda e financeiras (bancos tradicionais e mercado de capitais), em detrimento dos setores de consumo”, afirma o BBA, em relatório.

Além disso, o banco de investimentos mantém a posição neutra em petróleo e gás e tem uma fatia relevante de “compra” no segmento de energia e saneamento.

O BBA segue com recomendação de compra em Prio (PRIO3) e levemente abaixo do benchmark em Petrobras (PETR3;PETR4) no segmento de petróleo e gás. Já em energia e saneamento, o banco tem posição em empresas que são beneficiadas pelos preços elevados de energia, como Axia (AXIA6), Eneva (ENEV3) e Copel (CPLE3).

Estrangeiros atentos aos cortes na Selic

Para o BBA, o ciclo de afrouxamento monetário segue como um “gatilho relevante” para o Brasil, por ser um dos poucos países do mundo em processo de corte de juros. Contudo, o início mais lento da flexibilização do que o esperado por parte do Banco Central levantou questionamentos.

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“Acreditamos que parte dos investidores tenha reduzido ou rotacionado sua exposição ao país, influenciado pelo cenário geopolítico global e por preocupações de que os preços elevados de energia e seus impactos sobre as expectativas de inflação possam comprometer a magnitude e a previsibilidade do ciclo de cortes”, observa.

Na avaliação do BBA, caso os juros permaneçam “altos por mais tempo”, a preferência é por ações mais sensíveis a juros do que ao ciclo econômico.

Mercados globais voláteis

Por ser um exportador líquido de petróleo, o Brasil é, portanto, um vencedor relativo no movimento de aversão ao risco, aponta o BBA. “Desde o início dos conflitos, a Bolsa brasileira tem queda de 5%, contra recuo de 11,3% dos mercados emergentes, em dólares”, ressalta o banco.

Com a manutenção da volatilidade dos mercados em função dos conflitos geopolíticos, o BBA aponta que as discussões se voltaram para duas questões macroeconômicas: quanto tempo o conflito deve durar e até que patamar os preços de energia e do petróleo podem chegar.

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Segundo estimativas macro, cada aumento de 10% no preço da gasolina eleva o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em cerca de 0,2 ponto percentual.

Diante desse cenário, o BBA aponta que os gringos acompanham a alta dos preços de energia e aumentam a exposição aos setores de óleo e gás e energia/saneamento na B3.

Já os investidores locais, que normalmente mantêm exposição abaixo do índice a commodities, reduziram as posições em produtores de petróleo com a alta dos preços, além de seguirem comprados em energia/saneamento.

“Alguns investidores locais também mencionaram a possibilidade de montar posições vendidas em petróleo caso ganhem confiança de que os riscos vão arrefecer e os preços recuar”, observa o BBA.

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Investidores locais voltam ao jogo

Nos últimos 10 dias, o BBA observou uma realocação gradual do caixa de investidores domésticos para ações da B3, posições que vinham sendo construídas desde o início do ano. “Um argumento recorrente é que os valuations voltaram aos níveis atrativos para companhias domésticas de qualidade”, diz.

Adicionalmente, o banco de investimentos pontua que ainda há pouco interesse em aprofundar posições em small caps, visto que o Ibovespa sobe 13,4% ao ano, contra 2,9% do índice SMLL, já que a liquidez é um ponto crucial em um ambiente de elevada volatilidade, sem mencionar o risco-retorno mais atrativo de large caps aos preços atuais.

Para o BBA, o interesse dos investidores domésticos segue limitado em adicionar commodities, embora alguns tenham destacado a Vale (VALE3) como atrativa nos níveis atuais, após o papel ter sofrido e os preços do minério de ferro subirem desde o início do mês.

Já Petrobras e Prio seguem como apostas em cenário de disparada do petróleo, afirma o BBA.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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