Nike anuncia demissões em cargos corporativos em meio a esforço de reestruturação para reduzir impacto de tarifas

A Nike anunciou nesta quinta-feira (28) que planeja reduzir menos de 1% de sua força de trabalho corporativa como parte dos esforços da fabricante de roupas esportivas para reestruturar seus negócios sob o comando do presidente-executivo, Elliott Hill.
Sob a gestão de Hill, a empresa tem investido em suas linhas de tênis de corrida e esportivos, buscando recuperar o terreno perdido nesses segmentos ao mesmo tempo em que fortalece suas relações com varejistas e amplia sua presença em lojas físicas para tentar enfrentar a concorrência no mercado.
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Até 31 de maio, a Nike contava com cerca de 77.800 funcionários em todo o mundo, incluindo trabalhadores de varejo e de meio período. A decisão de corte de empregos ocorre após declarações de Hill em junho, quando mencionou que a empresa planejava “realinhar” equipes multifuncionais por esporte.
“Essa nova estrutura foi criada para voltar a colocar o esporte e a cultura esportiva no centro, conectando-se mais profundamente com o atleta e o consumidor”, afirmou a empresa em comunicado nesta quinta-feira.
As demissões não afetarão os negócios da Nike na região da Europa, Oriente Médio e Ásia e na divisão Converse, e ainda não está claro quantos empregos serão impactados, segundo noticiado pela CNBC mais cedo no dia.
Em fevereiro do ano passado, a Nike anunciou um corte de 2% nos postos de trabalho, o equivalente a mais de 1.600 empregos, para reduzir as despesas em meio a pressões de demanda.
Em junho, a empresa declarou que diminuiria sua dependência da produção na China para o mercado norte-americano, visando mitigar o impacto das tarifas de importação, após prever uma queda menor do que a esperada na receita do primeiro trimestre.