No vermelho: Ibovespa perde 3 mil pontos com disputa acirrada entre Flávio e Lula
O Ibovespa (IBOV) perde mais de 3 mil pontos no pregão desta quinta-feira (22) com o aumento da cautela eleitoral a três dias das eleições à Presidência em segundo turno. A piora do humor externo acentua o movimento.
Por volta de 12h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a mínima intradia, aos 203.106,59 pontos, com queda de 1,64%. A pontuação representa uma perda de 3.388,64 pontos em relação ao fechamento anterior. Com a queda, o IBOV também zerou os ganhos da semana e já acumula queda de quase 1%.
Os investidores locais assimilam últimas pesquisas de intenção de votos mostrando pouca vantagem do candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito do próximo domingo (25).
Mais cedo, a PoderData/Aya aponta Flávio com 51% dos votos válidos e o presidente Lula com 49%, tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,6 ponto percentual.
Já no mercado preditivo, proibido no Brasil, o senador aparece à frente do petista com ampla vantagem. Nesta manhã, o Polymarket precificava 77,8% de chance de Flávio vencer as eleições contra 22% de Lula.
“A disputa apertada levou os investidores a reduzir parte do otimismo observado nos pregões anteriores, diante da dificuldade de transformar a vantagem numérica da oposição em uma perspectiva segura de vitória”, avalia Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é o candidato mais alinhado às expectativas do mercado, dada a possibilidade de ajuste fiscal e cortes mais agressivos na taxa básica de juros, a Selic.
Há também sinais de saída de capital estrangeiro. O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro – e que também opera influenciado por fatores externos -, também opera em forte alta. Por volta de 12h30, o EWZ caía 1,9%, a US$ 41,70.
Dólar e juros futuros sobem
Apesar do aumento da aversão a risco em meio à disparada dos preços do petróleo e liquidação do setor de tecnologia em Wall Street, o dólar opera próximo da estabilidade ante as moedas globais, como euro e libra. Por volta de 12h50, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,02%, a 101.763 pontos.
Na comparação com o real, o dólar ganha força com a incerteza eleitoral. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,0427, com alta de 0,29%. Mais cedo, a divisa atingiu a cotação máxima intradia a R$ 5,0559 (+0,56%).
As taxas de Depósito Interfinanceiro (DIs) também destoam do alívio nos rendimentos dos Treasuries dos EUA de longo prazo com as eleições em foco.
No início da tarde, a taxa de DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, operava a 13,490% ante 13,473% do ajuste anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2031, de médio prazo, subia quase 10 pontos-base em relação ao fechamento anterior, a 12,680% e a taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, tinha avanço de 5 pontos-base, a 12,750%
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