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Nova Engevix vence contratos de R$1,8 bi em retomada de planta de fertilizantes da Petrobras

01 jul 2026, 17:22 - atualizado em 01 jul 2026, 17:22
Trator espalha fertilizante em um campo de soja, nas proximidades de Brasília,
(Foto: Reuters/Adriano Machado)

A Nova Engevix, do grupo Nova Participações, em parceria com a chinesa Powerchina, venceu três dos 11 lotes licitados pela Petrobras (PETR4) para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), em contratos que somam investimento de R$1,8 bilhão, disse o acionista da companhia, José Antunes Sobrinho, à Reuters.

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Os lotes conquistados pelo consórcio liderado pela Nova Engevix, com 60% de participação, incluem projeto executivo, construção e comissionamento do sistema de manuseio de ureia granulada, dos sistemas de geração de energia e vapor, da subestação principal e das unidades de ureia fundida e granulação.

A planta de fertilizantes havia tido suas obras paralisadas na década passada, como decorrência da operação Lava Jato, que investigou o envolvimento de empresas brasileiras e internacionais, políticos e executivos em esquemas de corrupção em contratos com a Petrobras.

Sobrinho afirmou que o projeto de retomada da UFN-III é “icônico” e “absolutamente necessário” para o país, uma potência global do agronegócio, que tem dependência elevada de fertilizantes importados.

“O maior resultado comercial da nossa carteira de exportação vem do agronegócio. Então, se você não tem o insumo básico, que é fertilizante — 80% é importado — isso gera um risco muito grande”, disse Sobrinho.

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Segundo Sobrinho, os contratos devem gerar 1.800 empregos diretos no canteiro de obras em Três Lagoas, enquanto a engenharia será feita a partir de São Paulo. Ele afirmou que a maior parte da mão de obra especializada terá de vir de outras regiões do país, dada a baixa disponibilidade local para um projeto desse porte.

Para o grupo, o contrato representa um avanço na recomposição da carteira de obras. Antunes disse que a divisão de construção busca atingir faturamento de cerca de R$2 bilhões, contando ainda com outros contratos, entre 2028 e 2029, ante cerca de R$400 milhões em 2025.

A Nova Engevix e empresas do grupo também foram afetadas pela crise que atingiu grandes companhias de engenharia após a operação Lava Jato.

Segundo Sobrinho, a empresa vem se recuperando gradualmente nos últimos anos, com atuação também em aeroportos, energia e no estaleiro Ecovix, em Rio Grande (RS). O estaleiro tem atualmente uma carteira de 11 embarcações contratadas junto à Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras.

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Para a retomada da construção da UFN-III, a Petrobras assinou um total de R$5 bilhões em contratos com diversas empresas e o começo dos trabalhos está previsto para ocorrer ainda neste mês.

As assinaturas ocorreram em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia demandado que a Petrobras buscasse retomar sua atuação na área de fertilizantes.

As obras devem gerar cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com o início das operações previsto para 2029, de acordo com a petroleira.

A capacidade nominal da UFN-III está projetada para 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, segundo dados da Petrobras. A expectativa é que a planta atenda cerca de 15% da demanda de ureia nacional.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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