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Nova pesquisa sugere que 23 milhões de entidades detêm bitcoin

10/02/2020 - 9:26
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Um novo relatório da Glassnode, empresa de análise em blockchain, fornece insight sobre quantas pessoas em todo o mundo detêm bitcoin (Imagem: Freepik/pikisuperstar)

Tradicionalmente, o mapeamento de detentores de bitcoin dependeu do mapeamento do número de endereços existentes. A rede Bitcoin foi criada para ser um registro aberto. Isso significa que todo o histórico transacional da rede está publicamente disponível.

Como consequência, é fácil determinar o número de endereços que detêm bitcoin, que foi utilizado como um indicador para o número de detentores de bitcoin.

Metodologias antigas

No entanto, essa metodologia é inerentemente falha. Em primeiro lugar, não existe uma conexão direta entre o número de endereços na rede Bitcoin e o número de usuários. Um usuário pode ter mais de um endereço Bitcoin.

Em segundo lugar, é possível um endereço bitcoin deter fundos de mais de uma pessoa. Endereços de corretoras, por exemplo, geralmente detêm fundos que pertencem a milhares de pessoas. Por conta dessas falhas, é importante criar novas metodologias que aplicam ferramentas de análise que podem fornecer uma percepção mais precisa sobre a rede Bitcoin.

Para analisar os dados do registro Bitcoin, pesquisadores da Glassnode aplicaram uma fusão de “heurística padronizada pela indústria, algoritmos próprios de agrupamento e métodos avançados de ciência de dados sobre os dados brutos no blockchain”.

Essa abordagem permitiu que a empresa publicasse um relatório que faz uma estimativa do número verdadeiro de usuários de bitcoin, além de como esse número muda ao longo do tempo.

As próprias ferramentas de análise criadas pela empresa conseguem mapear diversos endereços até seu único dono (Imagem: Freepik/pikisuperstar)

De endereços a entidades

A abordagem da Glassnode consegue solucionar um dos fatores que tornam falsa a abordagem de endereços. As próprias ferramentas de análise criadas pela empresa conseguem mapear diversos endereços até seu único dono.

É importante destacar que, por conta de essa abordagem não conseguir mapear, de forma precisa, o número de pessoas por trás dos endereços que detêm fundos pertencentes a diversos usuários, o relatório utiliza, deliberadamente, o termo “entidade” em vez de “indivíduo”.

O relatório mapeia o Número de Novas Entidades. Essa métrica se refere ao valor numérico das entidades únicas que apareceram pela primeira vez em uma nova transação na rede bitcoin.

A métrica de Crescimento Líquido de Entidades é computada ao calcular “a diferença entre novas entidades e entidades ‘desaparecida’ (entidades com balanço zero que tinha um balanço diferente de zero no registro anterior)”.

Baleias, no relatório do Glassnode, se referem às entidades distintas que detêm, pelo menos, mil bitcoins. Entidades Ativas são aquelas que ou receberam ou enviaram fundos. Além disso Entidades de Envio e de Recebimento são aquelas que ou só enviaram ou só receberam bitcoin, respectivamente.

Usando metodologias inovadoras de ciência de dados, pesquisadores concluíram que cerca de 23 milhões de entidades detêm bitcoin (Imagem: Freepik/gstudioimagen)

Resultados

A abordagem Glassnove envolve o agrupamento de endereços em entidades. Portanto, o número de novas entidades é bem menor do que o número de novos endereços na rede.

“Por exemplo, em 2019, o número médio de novos endereços acrescentados ao blockchain Bitcoin por dia era mais de 355 mil. Em comparação, o número médio de novas entidades era um pouco mais de 100 mil, representando uma proporção de aproximadamente 28%”, declara o relatório.

Por meio desses dados, os analistas conseguiram extrapolar seus resultados. Por exemplo, o relatório descobriu que, no início de 2018, houve uma discrepância elevada entre novos endereços e novas entidades. Isso significa que novos endereços sendo criados eram “endereços de troca” conforme novos usuários entravam na rede.

A análise descobriu que o número de entidades que detêm bitcoin é 23,1 milhões. O número atual de endereços diferentes de zero é de aproximadamente 28,4 milhões. Isso confirma a crença de que, geralmente, entidades irão controlar mais do que um endereço de bitcoin.

Outra descoberta importante é o crescimento líquido de entidades na rede Bitcoin. O relatório afirma: “o crescimento líquido diário é consistentemente positivo: na história do Bitcoin, só houve 21 dias até agora em que o crescimento líquido de entidades foi negativo”.

Essa descoberta destaca uma adesão saudável e consistente do Bitcoin ao longo de 10 anos, apesar de seu histórico relativamente volátil.

Já para as baleias, existem 75 entidades que detêm 10 mil ou mais em bitcoin, de acordo com dados de janeiro de 2020. Sete entidades detêm mais de 100 mil bitcoins (BTC). Todas essas entidades são corretoras.

Especificamente, “Coinbase (983 mil BTC), Huobi (369,1 mil BTC), Binance (240,7 mil BTC), Bitfinex (214,6 mil BTC), Bitstamp (165,4 mil BTC), Kraken (132,1 mil BTC) e Bittrex (118,1 mil BTC)”. No total, essas corretoras detêm 13% do fornecimento do bitcoin em circulação.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 10/02/2020 - 17:48