Tesouro Direto

Novo título do Tesouro capta R$ 586,3 milhões na primeira semana e é um dos mais vendidos no período

21 maio 2026, 15:57 - atualizado em 21 maio 2026, 15:57
tesouro direto
(Imagem: Brenda Rocha/Blossom/Shutterstock)

O Tesouro Reserva, novo título criado para disputar espaço com as “caixinhas” e “cofrinhos” dos bancos digitais, estreou com forte demanda entre os investidores. Mesmo disponível apenas para clientes do Banco do Brasil, o papel movimentou R$ 586,3 milhões em sua primeira semana de negociação, tornando-se o segundo título mais vendido do Tesouro Direto no período.

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Os dados do Tesouro mostram que o novo produto ficou atrás apenas do Tesouro Selic, que somou R$ 973 milhões em vendas na semana. Em seguida aparecem o Tesouro IPCA+, com R$ 459,5 milhões, e o Tesouro Prefixado, com R$ 453,7 milhões.

A média diária de compras do Tesouro Reserva ficou próxima de R$ 100 milhões por dia, impulsionada principalmente pela proposta de liquidez imediata e funcionamento ininterrupto. O papel é o único do Tesouro Direto que pode ser negociado fora do horário comercial e também aos finais de semana.

O desempenho reforça a aposta do Tesouro Nacional em um produto voltado para reserva de emergência, em meio à forte concorrência entre bancos e fintechs por aplicações de curto prazo em um ambiente de juros elevados, com a Selic atualmente em 14,50% ao ano.

A expectativa é que a demanda aumente nos próximos meses. Na última sexta-feira (15), a B3 abriu o cadastramento de novas instituições financeiras no sistema do Tesouro Reserva. A entrada de novos bancos ainda depende de adaptações tecnológicas para integração ao sistema de operações contínuas do Tesouro.

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A expectativa da Bolsa é que as principais instituições financeiras passem a oferecer o produto até o fim deste ano.

O que é o Tesouro Reserva?

Lançado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3 e o Banco do Brasil, o Tesouro Reserva foi criado para funcionar como uma alternativa simples e acessível para a reserva de emergência dos brasileiros.

O título reúne características que ajudaram a popularizar os “cofrinhos” dos bancos digitais: rentabilidade atrelada à Selic, liquidez diária, aplicação simplificada e ausência de volatilidade.

Ao contrário do Tesouro Selic tradicional, o Tesouro Reserva não possui marcação a mercado. Na prática, isso significa que o investidor não verá oscilações no valor aplicado, mesmo em períodos de turbulência financeira, reduzindo o risco de perdas em resgates antecipados.

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O investimento pode ser feito a partir de R$ 1, com movimentações via Pix 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, aplicações de até R$ 10 mil são isentas da taxa de custódia da B3.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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