Giro do Mercado

Giro do Mercado: ‘Ataque ao Irã não é por acaso’, diz professora da PUC-SP

02 mar 2026, 14:38 - atualizado em 02 mar 2026, 14:38

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Os mercados vivem um pregão de instabilidade nesta segunda-feira (2), com a escalada dos conflitos no Oriente Médio após Estados Unidos e Israel realizarem ataques conjuntos contra o Irã que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei.

O preço do petróleo chegou a disparar mais de 12% na abertura do dia, seguido pelo dólar, ouro e juros futuros que também avanças. As bolsas internacionais, por outro lado, caem com as expectativa de um conflito longo.

De acordo com o presidente Donald Trump, o Irã estaria disposto a negociar, mas o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano negou a informação.

“Quando temos momentos de choque geopolítico, os mercados tendem a se reorganizar muito rapidamente. Então a percepção de risco e de incerteza é elevada. Muito provavelmente esse contexto vai se refletir com o aumento do preço do petróleo e do ouro”, destaca Cristina Helena, professora de economia da PUC-SP, durante entrevista para o Giro do Mercado.

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Helena ainda aponta qure é preciso avaliar que o ataque ao Irã não é por acaso. “Entendemos que existe um movimento sobre fontes de energia, que são importantes e que dinamizam a economia da China, Venezuela e Irã”, completou.

Sobre outras questões geopolíticas no radar, a professora afirma que o conflito entre Rússia e Ucrânia deve seguir na atenção dos investidores.

No cenário doméstico, o Ibovespa abriu em queda de quase 1%, em resposta ao ambiente de aversão externa com o conflito entre os EUA-Irã. Entre os principais destaques positivos do Ibovespa hoje, estavam as petroleiras Prio (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) — Petrobras (PETR4) também apresenta alta em torno de 4%.

Nesta manhã, as atenções dos investidores se voltam ao Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que revisou a projeção da Selic em 2026 de 12,13% para 12%.

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“A maior possibilidade é de desacelerar o cenário de quedas de juros por enquanto, em função das possibilidades de pressões inflacionárias causadas pelo preço do dólar e do petróleo”, apontou Helena. “Acredito que vamos viver uma reversão das expectativas de queda da taxa de juros no Brasil nas próximas reuniões do Copom”, concluiu.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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