Economia

O Brasil já é de novo campeão do mundo (nos juros)

19 jun 2026, 12:50 - atualizado em 19 jun 2026, 12:51
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(Imagem: Unsplash/Firmbee.com)

Se existe uma tabela em que o Brasil já entra em campo na liderança é a dos juros. Mesmo após o corte da Selic para 14,25% ao ano, o país está no topo do ranking mundial de juros reais, com taxa de 9,67%, segundo levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence.

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A Rússia aparece na segunda colocação, com 9,31%, seguida por Turquia (5,57%), México (5,10%) e África do Sul (3,74%).

O levantamento foi divulgado após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Ainda assim, o Brasil manteve distância confortável dos demais países analisados e seguiu na liderança do ranking global.

Segundo os economistas da MoneYou e da Lev Intelligence, o resultado reflete a combinação entre juros ainda elevados e expectativas de inflação para os próximos 12 meses. A metodologia utiliza as taxas de mercado com vencimento em um ano e as projeções inflacionárias mais recentes de cada país.

O domínio brasileiro não se restringe aos juros reais. Em termos nominais, a Selic de 14,25% coloca o país na quarta posição entre as 40 maiores taxas de juros do mundo. Apenas Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,5%) aparecem à frente.

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Para os autores do estudo, o cenário internacional tem contribuído para sustentar essa posição. As projeções de inflação foram revisadas para cima em diversas economias, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços globais. O movimento reduziu os juros reais em vários países e ampliou o número de taxas reais negativas ao redor do mundo.

No balanço global, 72,56% dos 164 países monitorados mantiveram suas taxas de juros inalteradas, enquanto 21,34% promoveram altas e apenas 6,10% realizaram cortes. Entre os 40 países que compõem o ranking, 62,5% mantiveram os juros, 27,5% elevaram as taxas e 10% optaram por reduções.

Copom reduz Selic, mas dá recado misto

Ao anunciar o corte da Selic para 14,25%, o Copom indicou que o processo de flexibilização monetária segue condicionado ao comportamento da inflação e das expectativas para os próximos meses.

O Banco Central avaliou que o longo período de juros elevados já produz efeitos sobre a atividade econômica e ressaltou que há sinais de desaceleração da demanda. Ainda assim, a autoridade monetária manteve tom cauteloso ao sinalizar os próximos passos da política monetária, reforçando o compromisso com a convergência da inflação para a meta.

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Ranking

Posição País Juro real
1 🇧🇷 Brasil 9,67%
2 🇷🇺 Rússia 9,31%
3 🇹🇷 Turquia 5,57%
4 🇲🇽 México 5,10%
5 🇿🇦 África do Sul 3,74%
6 🇮🇩 Indonésia 3,31%
7 🇨🇴 Colômbia 3,17%
8 🇭🇺 Hungria 3,02%
9 🇵🇱 Polônia 2,61%
10 🇨🇱 Chile 2,43%

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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