O fim do mundo se aproxima? Bilionários estão se preparando para esse cenário
Enquanto o cidadão comum pensa em como sobreviver a mudanças de temperatura e catástrofes climáticas cada vez mais intensas, ou então a uma possível nova guerra em grande escala em meio aos arroubos de Donald Trump, os bilionários constroem seus refúgios.
Mas não se tratam de refúgios paradisíacos. Dispor de um refúgio, bunker ou um “pequeno abrigo, como um porão”, como Mark Zuckerberg prefere chamar, é a mais nova trend entre os super-ricos donos das grandes empresas de tecnologia.
Apesar de o criador do Facebook dizer que não possui um abrigo para o “Dia do Juízo Final”, há indícios que ele esteja trabalhando, desde 2014, no “Koolau Ranch”, um complexo de 567 hectares – o que equivale a cerca de 800 campos de futebol – na ilha havaiana de Kauai.
O espaço possivelmente inclui um abrigo equipado com seu próprio suprimento de energia e alimentos, além de um muro de quase dois metros de altura que impede a visão do projeto.
Essa apuração foi realizada pela Wired Magazine, que relatou também que os funcionários da obra foram proibidos de falar sobre o assunto por acordos de confidencialidade.
B de Bat-caverna ou bunker apocalíptico?
Apesar de Zuckerberg dizer que o Koolau Ranch não é um bunker, as especulações sobre a possível preparação do fim do mundo não param.
O que fomenta a narrativa é a recente aquisição de 11 propriedades no bairro Crescent Park, em Palo Alto, na Califórnia, onde supostamente está sendo construído um espaço subterrâneo de cerca de 650 metros quadrados.
Mas Mark Zuckerberg não está sozinho. Além do CEO da Meta, o cofundador do Linkedin, Reid Hoffman, comentou sobre o ‘seguro contra apocalipse’, indicando que ao menos metade dos super-ricos possuem esse tipo de proteção.
Entre a lista de bilionários com abrigos, estão também Bill Gates, Jeff Bezos e Elon Musk.
Por que tamanha preparação para o fim do mundo?
Com o avanço da Inteligência Artificial, há dois cenários que são especulados para acontecerem:
- Um no qual as máquinas não alcançam o nível de inteligência que remoldaria por completo o funcionamento do mundo, trazendo consequências inimagináveis
- O contrário
Mas não é o ChatGPT que vai mudar o mundo, o que molda a discussão é a Inteligência Artificial Geral (IAG), que não seria apenas uma ferramenta para pedir respostas de provas, tirar tarô ou responder dúvidas cotidianas.
O desenvolvimento da IAG preocupa muitos, inclusive, o cientista chefe e cofundador da OpenAi, Ilya Sutskever, que considera construir um abrigo subterrâneo para sua equipe antes de publicar a ferramenta quando ela ficar pronta, segundo a jornalista Karen Hao.
‘Meros mortais’ devem se preparar tal qual os super-ricos?
Até o momento, não existe uma ‘data oficial’ em que a AGI ficará pronta. Alguns especulam que talvez ela nunca se concretize.
Para Neil Lawrence, professor de machine learning na Universidade de Cambridge (Reino Unido), o debate como um todo é bobagem e uma distração.
“A grande preocupação é que estamos tão envolvidos nas narrativas das grandes empresas de tecnologia sobre a AGI que acabamos deixando de ver as maneiras de melhorar as coisas para as pessoas”, disse Lawrence à BBC.