O mundo está preparado para a tecnologia 5G?

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12/03/2020 - 9:41
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Espera-se que a chegada do 5G alavanque a implementação de dispositivos conectados (Imagem: Freepik)

A implementação do 5G promete impulsionar a velocidade de banda larga e reduzir a latência, apresentando uma nova era para as tecnologias da próxima geração, como a Internet das Coisas (IoT), veículos autônomos e criptoativos.

2020 representa um momento decisivo para a adesão do 5G, de acordo com a análise anual do sistema global de comunicações móveis (GSMA, na sigla em inglês) sobre a economia móvel.

O relatório descobriu que, atualmente, 5G está disponível para 46 operadoras comerciais em 24 mercados globais, e que 79 operadoras em outros 39 mercados anunciaram planos de lançar o serviço.

“Nos últimos doze meses, vimos o ‘hype’ do 5G se tornar uma realidade: milhões de consumidores já estão migrando para o 5G, enquanto empresas estão começando a considerar o fatiamento de rede habilitado por 5G, tecnologia de ponta e serviços de baixa latência”, afirma Mats Granryd, diretor do GSMA.

Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) se refere a uma rede composta por objetos físicos que são capazes de coletar e compartilhar informações eletrônicas, que incluem desde dispositivos inteligentes a máquinas industriais que transmitem dados sobre o processo de produção a sensores que rastreiam informações sobre o corpo humano (Imagem: Freepik)

5G, IoT e criptomoedas

Para celulares e outros dispositivos conectados, 5G promete velocidades de mais de 1 Gbps que poderia chegar até 20 Gbps.

Mas velocidade não é o ponto principal: o verdadeiro atrativo é a latência ultra baixa — 5G promete reduzir o tempo de espera do envio de um comando feito por um dispositivo para um servidor e receba uma resposta, que demoraria cerca de 50 milissegundos (ms) no 4G, mas menos de 1ms no 5G.

Alta latência tem sido um grande obstáculo à adesão da Internet das Coisas (IoT) e espera-se que a chegada do 5G alavanque a implementação de dispositivos conectados.

“Entre 2019 e 2015, o número de conexões globais de IoT vão duplicar em quase 25 bilhões, enquanto a receita global de IoT vai triplicar para US$ 1,1 trilhão”, afirma o relatório.

Conforme esses dispositivos se espalham — de dispositivos de realidade virtual a sensores flexíveis em roupas inteligentes —, espera-se que formem uma rede.

Dispositivos poderão compartilhar dados entre si e até mesmo pagar outras microtransações em uma economia de máquina para máquina (M2M): veículos autônomos poderão comprar gasolina, lojas de vestuário poderão finalizar pagamentos enquanto você vai embora ou semáforos inteligentes enviarão multas automaticamente para motoristas que ultrapassarem o limite de velocidade.

Embora a economia M2M ainda vai ser implementada, diferentes projetos de cripto estão buscando por uma forma de facilitar pagamentos.

Engenheiros da BitFury, empresa de tecnologia de blockchainsugerem que a estrutura de pagamento inovadora da rede Lightning Network do Bitcoin é “bem-adequada à infraestrutura da Internet das Coisas”.

Outros projetos específicos de IoT, incluindo a tecnologia Tangle do IOTA, prometem fornecer uma rede de pagamentos para fins específicos.

Porém, como muitas vezes acontece, cibercriminosos já estão à frente da nascente tecnologia. Conforme relata um estudo da McAfee, empresa de cibersegurança, hackers já começaram a utilizar dispositivos de IoT para a mineração de cripto.

Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 12/03/2020 - 9:42

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