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O ‘otimismo cauteloso’ do Safra e a melhor ação para Papel & Celulose em 2026 após um ano fraco

12 jan 2026, 12:06 - atualizado em 12 jan 2026, 12:06
Suzano celulose klabin papel
(iStock.com/DedMityay)

O Banco Safra vê com otimismo cauteloso o setor de Papel & Celulose em 2026, após um ano marcado pelo fraco desempenho das ações na Bolsa, pressionadas por um dólar mais fraco e preços deprimidos da celulose.

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A expectativa do banco é de reversão desse cenário. A Suzano (SUZB3) — recomendação de compra e preço-alvo de R$ 68 — aparece como ação preferida (top pick) do Safra no segmento e deve performar melhor do que a Klabin (KLBN11) — também com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 28.

A preferência pela Suzano se apoia na maior correlação da companhia com os ciclos de alta da celulose, na geração de caixa superior e em valuations mais atrativos.

“O valuation é atrativo: 5,8x EV/EBITDA em 2026 e 4,9x em 2027, contra uma média de cinco anos de 6,0x. Projetamos um yield médio de fluxo de caixa livre (FCF) de cerca de 13% entre 2026 e 2028, acima do observado entre os pares”, destaca o Safra.

Ainda assim, em um cenário adverso de queda nos preços da celulose, o Safra avalia que a Klabin está melhor posicionada. Já a chilena CMPC aparece como a menos preferida do banco, com recomendação neutra e preço-alvo de CLP 1.560 (cerca de R$ 9,41).

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Os preços da celulose

Após um 2025 volátil — quando riscos macroeconômicos e a ausência de paradas de manutenção mantiveram os preços abaixo de US$ 600 por tonelada —, o Safra avalia que o mercado está próximo de um fundo de ciclo.

“Vemos sinais de recuperação em meio a ventos contrários estruturais. O preço spot em torno de US$ 564/t deixa cerca de 10% da capacidade global de BHKP (celulose kraft de fibra curta branqueada) abaixo do ponto de equilíbrio, o que deve incentivar cortes de oferta — algo que não ocorreu no ano passado”, avalia Ricardo Monegaglia.

A sobreoferta ainda persiste, mas uma demanda chinesa mais forte e manutenções programadas devem sustentar a resiliência no curto prazo, em linha com os anúncios recentes de aumento de preços.

Para 2026, o Safra projeta a BHKP na China a US$ 574/t e a BSKP (celulose kraft branqueada de fibra longa) a US$ 701/t. A leitura é de um rebalanceamento gradual do mercado, à medida que o crescimento da oferta desacelera e a demanda melhora — apesar dos riscos ligados à maior integração chinesa e à disponibilidade de cavacos de madeira.

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SUZB3, KLBN11 e CMPC: Por dentro das ações de Papel & Celulose, segundo o Safra

No caso da Klabin, a leitura é de uma combinação de hedge com bom carrego. O banco reforça a recomendação de compra diante dos benefícios esperados de um ciclo de alta da celulose e da melhora nos resultados de papel e embalagens. O cenário é sustentado por um mix de vendas mais favorável — com maior participação de cartão revestido — e por um possível impulso nos preços do kraftliner, diante do fechamento de capacidade nos Estados Unidos.

“A Klabin é nossa escolha preferida em Papel & Celulose para proteção em cenários negativos, caso os preços da celulose fiquem abaixo de nossas expectativas. O valuation é atraente, a 6,6x EV/EBITDA em 2026 e 6,0x em 2027, abaixo da média histórica de cinco anos, de 7,0x. Também projetamos um yield de FCF mais forte, em torno de 11% entre 2026 e 2028 (ante 10,5%)”, aponta o banco.

Já para a CMPC, os desafios de alavancagem e o carrego relativamente menor limitam o otimismo do Safra.

“Mantemos a recomendação neutra devido à menor atratividade frente aos pares brasileiros e aos riscos associados a um ciclo de capex iminente, o que faz da CMPC nossa ação menos preferida no setor de Papel & Celulose na América Latina”, afirma o banco.

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A companhia negocia a 6,6x EV/EBITDA em 2026 e 5,8x em 2027, acima da média de cinco anos, de 5,5%. “Projetamos um yield médio de FCF de cerca de 4% entre 2026 e 2028, abaixo dos aproximadamente 7% estimados anteriormente.”

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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