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O que é e como se preparar para um campeonato de trade

26 ago 2026, 11:00 - atualizado em 27 ago 2026, 9:37
Copa BTG Trader - Imagem de Divulgação

Entrar em um campeonato de trade exige mais do que conhecer gráficos e saber abrir e fechar posições. Para disputar uma competição, o trader precisa chegar com uma estratégia testada, regras de risco definidas e preparo para lidar com as próprias emoções.

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Mas como construir essa preparação? O Money Times ouviu especialistas do mercado para entender o que estudar, como treinar e quais cuidados tomar antes de entrar em uma competição.

O que estudar antes de um campeonato de trade?

O primeiro passo é construir uma base de conhecimento antes de partir para estratégias mais específicas. Na avaliação de Lucas Costa, head de análise técnica do BTG Pactual, o trader deve começar pelo estudo da análise técnica e, depois, ampliar o conhecimento sobre métodos e estratégias de operação.

Entre os livros indicados estão “Análise Técnica dos Mercados Financeiros”, de Flávio Lemos, que ele considera uma referência brasileira, e obras de autores como John J. Murphy, Martin J. Pring, Charles D. Kirkpatrick e Julie Dahlquist.

Já Paula Reis, trader e responsável pelo canal Mulher Trader, recomenda “Comprar ou Vender”, de Eduardo Matsura, para quem está começando a estudar técnicas gráficas. Segundo ela, o livro tem linguagem simples e aborda o assunto de forma mais geral.

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Para a parte emocional, a trader indica “O Melhor Perdedor Vence: Por que o Pensamento Normal Nunca Vence o Jogo do Trading”, de Tom Hougaard. A obra trata da relação do operador com as perdas, um ponto que ganha ainda mais importância em uma competição.

Christianne Bariquelli, superintendente de Negócios para Pessoa Física e Educação da B3, sugere “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, de Daniel Kahneman, para entender como vieses cognitivos podem interferir nas decisões financeiras.

Como treinar para a competição?

Conhecimento teórico, porém, não basta. Antes de colocar dinheiro em jogo, os especialistas recomendam testar a estratégia e criar uma rotina de operação.

Paula defende que o trader passe por um período de treinamento em simulador antes de operar em uma conta real. “Eu sempre digo que o ideal é que ele fique três meses só estudando o operacional de alguém, depois mais três meses tentando replicar, e isso tudo em simulador”, afirma.

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Segundo ela, um erro comum entre iniciantes é trocar de estratégia com frequência em busca de uma solução rápida.

Costa recomenda outra ferramenta para acompanhar essa evolução: o diário de trading. A ideia é registrar o planejamento do dia, o limite de perdas, a técnica utilizada e, depois de cada operação, avaliar o resultado e o comportamento.

O objetivo é identificar padrões e entender não apenas se a operação deu lucro ou prejuízo, mas se o trader conseguiu executar aquilo que havia planejado.

Como controlar o risco?

A gestão de risco é outro ponto que precisa ser definido antes da competição. O trader deve estabelecer quanto está disposto a perder por operação e também limites para o dia, a semana e o mês.

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Entre os cuidados estão:

  • Definir previamente o limite máximo de perda;
  • Utilizar stop loss;
  • Respeitar o tamanho adequado das posições;
  • Não aumentar a exposição para tentar recuperar um prejuízo;
  • Encerrar o pregão ao atingir o limite diário de perdas.

Para Bariquelli, o mais importante é deixar essas regras definidas antes de estar diante do mercado.

Como lidar com a pressão da competição?

O aspecto emocional pode pesar ainda mais quando há ranking e premiação envolvidos. “Todo mundo vai ter problemas emocionais quando chegar ao trading. É inevitável”, afirma Paula.

Ansiedade, insegurança, excesso de confiança e medo da perda podem interferir nas decisões. Por isso, a trader defende que o aprendizado técnico seja acompanhado por autoconhecimento. “Você tem que estar disposto a fazer essa jornada de autoconhecimento junto com o trading”, diz.

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O diário de trading também pode ajudar nesse processo. Ao registrar emoções e decisões, o participante consegue identificar comportamentos que se repetem e avaliar como reage diante de perdas e ganhos.

Campeonato é lugar para aprender ou para ganhar?

Para Costa, a competição pode servir como uma forma de testar o próprio desenvolvimento. “Você vai querer se testar, vai querer levar sua performance para outro nível”, afirma.

Um exemplo é Danillo Duarte, ex-operário de São Vicente (SP), que começou a operar sem sequer saber que a atividade era chamada de day trade. Depois de anos de aprendizado e aprimoramento da gestão de risco, ele conquistou a Copa BTG Trader 2025 e levou o prêmio de R$ 1 milhão.

Mas, para Costa, uma das cabeças por trás da Copa BTG, o principal resultado de uma competição não precisa ser a premiação. “Na pior das hipóteses você saiu um trader melhor. Na melhor das hipóteses você pode estar entre os premiados”, afirma.

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Na Copa BTG Trader, é possível exercitar essas capacidades sem necessidade de arriscar seu patrimônio e ainda ter a chance de ganhar até R$ 1 milhão. A competição é gratuita e para participar é necessário:

  • Ser maior de 18 anos
  • Ter ou abrir gratuitamente uma conta de investimentos no BTG Pactual e
  • Contratar uma das plataformas elegíveis para a competição: Profit Pro, Ultra ou Scalper Pro.

As inscrições vão até o dia 6 de setembro. Portanto, se você ficou interessado e quer ter a chance de concorrer a até R$ 1 milhão, clique no botão abaixo e garanta a sua vaga:

QUERO PARTICIPAR DA COPA BTG TRADER

A 2ª edição da Copa BTG Trader é uma iniciativa do BTG Pactual, que conta com apoio da B3 e Neologica, e vai premiar o melhor trader do Brasil.

Certificado de Autorização SPA/MF nº 03.051033/2026. Consulte regras e condições de participação no Regulamento.

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*Renan Schroeder, head de varejo da Mirae Asset Brasil, também participou das entrevistas
*Sob supervisão de Juliana Américo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.

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