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Juros em queda e demanda firme: O futuro do setor imobiliário, na visão das empresas

13 fev 2026, 14:27 - atualizado em 13 fev 2026, 14:27
FIIs fundos imobiliários (Imagem: sommart/ istockphoto)
O que o setor imobiliário espera para 2026, segundo as empresas (Imagem: sommart/ istockphoto)

As empresas do setor imobiliário seguem confiantes com o desempenho dos seus negócios e com o cenário para os próximos trimestres, impulsionadas pela expectativa de queda dos juros e pela demanda ainda sólida.

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A avaliação foi reforçada durante o CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual entre os dias 10 e 11 de fevereiro, que reuniu executivos e diretores de companhias de shoppings, logística, incorporação e construção civil.

Em relatório, os analistas do banco Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris afirmaram que, de forma geral, encontro indicou que:

  • As operações continuam resilientes;
  • Os investidores voltaram a olhar para o setor;
  • O ambiente macro tende a se tornar mais favorável ao longo de 2026.

Aluguéis acima da inflação

A dupla apontou que no segmento de shoppings e propriedades, por exemplo, empresas como Iguatemi (IGTI11), Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) seguem vendo espaço para aumento de aluguéis acima da inflação.

Os executivos dessas companhias também demonstraram otimismo com os efeitos da Reforma Tributária, que deve começar completamente em 2027 e pode reduzir a carga efetiva de impostos e ampliar o uso de créditos fiscais.

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“Os operadores de shoppings brasileiros estão otimistas com a Reforma, pois devem pagar menos IVA e também receber créditos fiscais adicionais de fornecedores. Além disso, os centros comerciais continuam apresentando um desempenho muito bom”, escreveram Cambauva e Fabris.

Logística em alta e escritórios em recuperação

No mercado logístico, a leitura é ainda mais positiva devido à forte demanda por galpões e pelo avanço de fusões e aquisições (M&As), enquanto no segmento de escritórios a recuperação nas taxas de ocupação chama a atenção.

Segundo o BTG, a administração da LOG Commercial Properties (LOGG3), empresa que desenvolve, aluga e administra galpões, considera o ambiente atual como um dos mais sólidos já registados, com procura robusta em todas as regiões do país e níveis de pré-locação entre 80% e 90% até a conclusão dos projetos.

Habitação popular ganha protagonismo

Entre as incorporadoras, o destaque segue sendo o segmento de baixa renda, impulsionado principalmente pelos programas habitacionais do governo federal.

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As construtoras presentes no evento do BTG indicaram que a expectativa é de que o orçamento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) possa subir de R$ 146 bilhões, em 2025, para até R$ 208 bilhões, em 2026.

Além disso, destacaram que a procura por imóveis populares está alta, e, mesmo sem forte expansão dos lançamentos, o retorno sobre o patrimônio (ROE) deve continuar subindo.

“A nossa impressão da Conferência BTG Pactual é que as empresas e os investidores estão otimistas. Também vemos de forma positiva o mercado imobiliário brasileiro, especialmente o de habitação popular, por ser mais defensivo e menos dependente do cenário macroeconômico, além de contar com maior apoio governamental em ano eleitoral”, afirmaram os analistas.

Média e alta renda ainda sentem os juros

Do outro lado, a dupla apontou que as incorporadoras com foco em média e alta renda estão “conservadoramente otimistas”.

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Apesar de as vendas seguirem firmes e os preços em alta, os juros do crédito imobiliário ainda pesam na decisão de compra, embora a expectativa seja de que o início do ciclo de queda das taxas ajude a destravar o setor ao longo do tempo.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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