Ciência e Tecnologia

O que há no lado ‘escuro’ da lua? China desvenda mistério com potencial de acirrar a corrida tecnológica com os Estados Unidos

09 fev 2026, 10:15 - atualizado em 09 fev 2026, 10:15
Fonte: NASA

Um dos maiores sucessos do Pink Floyd nasceu de um mistério que ainda hoje intriga cientistas e o imaginário popular: o lado ‘escuro’ da Lua. As músicas e a icônica capa do álbum The Dark Side of the Moon exploraram dúvidas que atravessam gerações. Agora, quem tenta decifrar esse outro lado do satélite é a China. 

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A Agência Espacial Nacional da China (CNSA) descobriu a presença de nanotubos de carbono de parede única e carbono grafítico formados naturalmente. 

Os nanotubos de carbono de parede única são peça-chave na corrida tecnológica, por serem capazes de transmitir a eletricidade de uma forma até mil vezes mais eficiente que o fio de cobre. 

Além disso, quando possuem propriedades de semicondutores, podem ser usados em circuitos eletrônicos, substituindo os chips de silício atuais. 

Porém, os nanotubos de carbono de parede única são raros na superfície terrestre. A descoberta, feita por meio de análises de amostras do solo da Lua que foram coletadas pela sonda lunar Chang’e 6, revela que essas estruturas podem surgir naturalmente. 

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A CNSA descreveu a mais recente descoberta como uma “façanha sem precedentes na exploração lunar humana”. A agência da China também acrescentou que a missão Chang’e 6 envolveu “muitas inovações de engenharia, altos riscos e grandes dificuldades”, especialmente as altas temperaturas no lado ‘escuro’ da Lua. 

O lado ‘escuro’ da Lua 

Embora tenha se popularizado como o lado ‘escuro’, essa parte da Lua é, sim, iluminado pelo Sol. O que acontece, na verdade, é que, da Terra, não é possível ver um lado do satélite, já que os movimentos de rotação e translação da Lua estão sincronizados com os do nosso planeta. 

Ou seja, ao mesmo tempo que a Lua conclui uma volta ao redor da Terra, ela também conclui uma volta ao redor de si mesma, assim, a mesma face da Lua está sempre voltada para nós. 

Mesmo que o Sol bata por lá, o lado oculto do satélite não deixa de ser misterioso. Enviar uma nave espacial e pousar lá é arriscado, porque é muito difícil se comunicar com ela uma vez que atravessa para o lado oculto. Ao chegar à face ‘escura’ da Lua, o veículo fica sem sinal. 

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“Como não podemos nos comunicar diretamente com o lado oculto a partir da Terra, outra nave espacial tem que entrar em órbita ao redor da Lua para transmitir os comandos do centro de controle e receber os dados”, explicou Martin Barstow, professor da Universidade de Leicester, no Reino Unido, ao jornal britânico The Guardian. 

Em janeiro de 2022, foi divulgado pela China descobertas de cientistas em relação à essa face do satélite. 

Através da análise de informações coletadas pela sonda Yutu-2, parte integrante de uma outra missão chinesa, foi constatado que a superfície no lado ‘escuro’ da Lua tem aspecto grudento, é ainda mais fria do que se imaginava até então e possui crateras mais recentes do que as do lado visível da Terra. 

A China na Lua

Mais de 50 anos depois da primeira viagem do homem à Lua, a agência espacial dos Estados Unidos, a NASA, quer colocar astronautas na órbita do satélite de novo. A missão Artemis II, que estava prevista para 6 de fevereiro, foi adiada para março, mas ainda sem uma data específica. 

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Enquanto os Estados Unidos retomam as missões tripuladas à Lua, a China vem fazendo uma série de expedições e descobertas por lá há alguns anos. 

Além do entusiasmo pela pesquisa científica, as missões da CNSA também revelam as ambições da China, que anunciou no ano passado planos para lançar sua primeira missão lunar tripulada até 2030. 

A ideia do país asiático é levar à Lua dois astronautas que, horas depois, vão se juntar a um colega em órbita. Porém, a China não está considerando uma mera presença de curto prazo, fincando bandeiras e deixando pegadas na Lua como os norte-americanos fizeram. 

A ambição chinesa é mais voltada para a habitação do satélite.  O país quer lançar missões para experimentos com solo lunar, com o objetivo de imprimir tijolos em 3D que sirvam para construir uma base na Lua. 

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*Com informações da BBC News e CNN. 

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