Economia

O que mudou no comunicado do Copom que reduziu a Selic para 14,25%? Veja a comparação

17 jun 2026, 19:09 - atualizado em 17 jun 2026, 19:39
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(Imagem: Divulgação/Banco Central)

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17).

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Essa foi a terceira redução consecutiva do Banco Central, em linha com o esperado pelo mercado. A decisão do colegiado foi unânime.

“O Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% a.a.”, disse o comunicado.

No documento, o colegiado destacou que o ambiente externo permanece incerto com a indefinição sobre os termos do acordo para cessar conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos impactos da guerra até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais.

Já no cenário doméstico, o Copom destacou que o conjunto de indicadores mostra uma aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre deste ano, com setor mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo.

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No comunicado da decisão anterior, em abril, o colegiado havia destacado uma moderação no crescimento da atividade econômica.

O Comitê também retirou o trecho em que “julgava apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária” e, dessa vez, acrescentou que a magnitude total do ciclo de ‘calibração’ será estabelecida à luz de novas informações.

Além disso, os diretores do BC acrescentaram, como um quarto risco de alta, estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária.

O comunicado ainda destacou que, diante do cenário atual, o Comitê passou a trabalhar com uma “trajetória alternativa” para a Selic que garante a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%, no primeiro trimestre de 2028 – e não mais o fim de 2027, atual horizonte relevante.

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Na decisão desta quarta-feira, os diretores também aumentaram as expectativas para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,6% para 5,2% em 2026, acima do teto da meta, que é de 4,5%.

Para o horizonte relevante, quarto trimestre de 2027, a estimativa de IPCA do Copom subiu de 3,5% para 3,7%.

O Money Times fez a comparação entre o comunicado do Copom desta reunião, com as mudanças assinaladas em relação ao documento da reunião passada. Confira:

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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