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O único frigorífico que é compra para o BTG Pactual e entrega 6% em rendimentos

10 fev 2026, 16:20 - atualizado em 10 fev 2026, 16:20
frigoríficos ibovespa
(Imagem: Divulgação)

O BTG Pactual mantém a JBS (JBSS32) como a única recomendação de compra no setor de proteínas, destacando que o frigorífico combina dividend yield de cerca de 6% com uma avaliação descontada em relação aos pares globais listados. O banco conta com preço-alvo de R$ 110 para o BDR.

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Mesmo após uma sequência de aquisições e investimentos para ampliar sua presença internacional — incluindo a expansão recente no mercado halal no Oriente Médio — o banco avalia que a ação ainda não precifica adequadamente a escala, a diversificação geográfica e a capacidade de geração de caixa da companhia.

Segundo os analistas, embora a JBS não pareça “barata” em termos absolutos, negociando a 14,6 vezes o preço sobre o lucro estimado (P/L) para 2026, o papel se destaca no comparativo setorial ao ser negociado a múltiplos inferiores aos de concorrentes internacionais.



Para o BTG, a combinação entre retorno em dividendos, disciplina em alocação de capital e uma estratégia consistente de crescimento mantém a JBS como a melhor escolha relativa no setor, mesmo em um cenário global mais competitivo e volátil para as proteínas.

O avanço da JBS no Oriente Médio

Na visão dos analistas do banco, o movimento de expansão da JBS não é disruptivo, mas representa uma lógica estratégica clara: aumentar a relevância da JBS no mercado halal (isto é, tudo o que é autorizado pela lei islâmica), um mercado amplo, com cerca de dois bilhões de consumidores, que cresce acima da média da população global e costuma apresentar preços mais robustos. Investir em produção local parece uma forma eficiente de acessar esse mercado sem depender exclusivamente de exportações.

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“A JBS não está sozinha nessa corrida pelo Oriente Médio, com outros players, como a MBRF (MBRF3), também anunciando projetos de expansão na região. Isso será interessante de acompanhar. Além disso, nos últimos cinco anos, a JBS já anunciou outros quatro investimentos em capacidade produtiva no Oriente Médio”, explicam Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.

A companhia tem como meta investir entre US$ 1,0 bilhão e US$ 1,2 bilhão por ano em fusões e aquisições (M&A), buscando um retorno sobre capital investido (ROIC) entre 17% e 20%.

“Se assumirmos um ROIC de 20% para esse projeto, isso implicaria um EBIT de cerca de US$ 30 milhões, menos de 1% do EBIT que projetamos para 2027 (US$ 4,3 bilhões). Com a JBS negociando a 8,4 vezes EV/EBIT 2027, a aquisição é pequena, ainda que potencialmente incremental para os resultados”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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