Fusões e Aquisições

OceanPact (OPCT3) anuncia fusão com CBO e cria empresa de apoio marítimo com R$ 13,6 bilhões em contratos

27 fev 2026, 19:51 - atualizado em 27 fev 2026, 20:12
OceanPact
(Imagem: Divulgação)

A OceanPact (OPCT3) anunciou nesta sexta-feira (27) um acordo para combinar seus negócios com a CBO Holding. A operação criará uma empresa com 73 embarcações e cerca de R$ 13,6 bilhões em contratos já firmados, consolidando a companhia como uma das principais do setor de apoio marítimo no Brasil e com presença global.

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Pela operação, a OceanPact emitirá cerca de 275 milhões de novas ações aos acionistas da CBO. A relação de troca prevê aproximadamente duas ações da OceanPact para cada ação da CBO. Ao final, os atuais acionistas da CBO passarão a deter cerca de 58% do capital total da companhia combinada.

A CBO opera atualmente 45 embarcações, sendo a maior parte própria. Com a combinação, a OceanPact afirma que amplia sua escala operacional e fortalece a capacidade de conquistar contratos mais rentáveis, além de acessar linhas de crédito a custos mais baixos.

Os valores fechados na transação não foram divulgados. A ação da OceanPact era negociada a R$ 9,56 nesta sexta-feira (27), tendo a empresa R$ 1,9 bilhão em valor de mercado.

A OceanPact tem 30,75% de suas ações com Flávio Nogueira Pinheiro Andrade, com a Dynamo detendo outros 12,3%.

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Do outro lado, fundos do Patria detêm cerca de 38% da CBO e o BNDES, por meio de seu braço de participações, detém outros 19%. A Vinci é outra importante acionista, com cerca de 38% das ações, segundo dados da companhia.

Segregação de ativos

A transação inclui ainda uma reorganização societária para segregar ativos contingentes ligados à controlada UP Offshore, que envolvem disputas judiciais contra a Petrobras sobre contratos rescindidos no passado.

Eventuais valores líquidos que venham a ser recebidos nesses processos serão destinados exclusivamente aos acionistas da OceanPact antes do fechamento da operação, informou a companhia.

Como parte da estrutura, haverá aporte de R$ 2 milhões em uma holding criada para viabilizar a segregação desses ativos, seguido de cisão parcial, resgate de ações com parcela contingente atrelada ao resultado das ações judiciais e, posteriormente, a incorporação da CBO pela OceanPact.

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A conclusão depende da aprovação do Cade, de consentimentos de terceiros e do aval dos acionistas em assembleias marcadas para 30 de março de 2026. Acionistas relevantes da CBO, incluindo o BNDES já declararam apoio à operação, de acordo com a OceanPact.

Também foi firmado novo acordo de acionistas com duração de cinco anos, prevendo período de restrição à venda de ações e regras de governança, incluindo compartilhamento de controle nos dois primeiros anos.

O Itaú BBA atuou como assessor financeiro da OceanPact.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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