Recuperação Judicial

Oi (OIBR3) adia novamente balanços e não divulgará resultados do 1T26 e 2T26

11 ago 2026, 18:32
Oi Telecomunicações (Imagem: Reuters/Paulo Whitaker)

A Oi (OIBR3) adiou novamente a divulgação de suas demonstrações financeiras e informou nesta terça-feira (11) que ainda não concluiu os trabalhos necessários para publicar os balanços referentes a 2025 e aos dois primeiros trimestres de 2026.

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A Oi não apresentou, no fato relevante, uma nova data para a publicação dos balanços.

Em fato relevante, a companhia afirmou que os impactos relevantes provocados pelos eventos relacionados ao processo de recuperação judicial, somados ao estágio atual dos processos competitivos para a venda de ativos, continuam afetando a elaboração e a revisão das informações financeiras.

Com isso, a Oi não divulgará, neste momento, as Informações Trimestrais (ITR) referentes ao primeiro trimestre de 2026, encerrado em 31 de março, nem as do segundo trimestre, encerrado em 30 de junho.

A companhia também continua sem apresentar as informações financeiras referentes ao terceiro trimestre de 2025 e as Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP) do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.

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Segundo a Oi, os trabalhos de elaboração e revisão das demonstrações continuam em andamento. A PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes (PwC) permanece como auditora independente responsável pelos procedimentos de auditoria e revisão aplicáveis às demonstrações financeiras.

A companhia atribui o atraso principalmente aos impactos do processo de recuperação judicial sobre suas demonstrações financeiras e ao estágio dos processos competitivos em andamento para a alienação de ativos já anunciados.

Recuperação judicial e venda de ativos

A Oi, que já chegou a ser considerada a maior operadora da América Latina, na última década enfrentou duas recuperações judiciais, com a segunda iniciada em 2023. Como consequência, a empresa teve a falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro em novembro de 2025 por esvaziamento patrimonial e inviabilidade comercial.

Para quitar parte das dívidas na recuperação judicial, a companhia se desfez de diversos ativos importantes como a operação de banda larga e TV por assinatura, assim como a recente venda na participação da V.tal, por R$ 4,5 bilhões.

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Recentemente, a Justiça fluminense autorizou a venda da telefonia fixa da Oi por R$ 60 milhões diante do processo de falência da empresa.

A Oi segue em processo de leilão em busca de manter os serviços essenciais em funcionamento, além de obter dinheiro para pagar os seus credores.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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