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Oi (OIBR3) recebe apenas uma oferta pela UPI V.tal, abaixo do preço mínimo; audiência é suspensa

06 mar 2026, 9:46 - atualizado em 06 mar 2026, 9:46
Oi, OIBR3, Empresas, Mercados
(Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A Oi (OIBR3;OIBR4), em recuperação judicial, informou ao mercado que a audiência realizada na quinta-feira (5) para abertura das propostas pela UPI V.tal recebeu apenas uma oferta, com valor inferior ao preço mínimo de R$ 12,3 bilhões. Sem o valor mínimo atingido, houve suspensão da audiência.

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O ativo é o principal que restou à Oi e a venda busca quitar dívidas da operadora de telecomunicações. A companhia não especificou no fato relevante o valor ofertado.

Conforme prevê o edital e o plano de recuperação, o juiz determinou a suspensão para que a administração judicial submeta a oferta ao grupo de credores chamado “Credores Opção de Reestruturação I” para que possam analisar a proposta e tomar uma decisão.

Se a hipótese prevista no plano envolver novo financiamento de terceiros, será necessário o consentimento expresso desses financiadores antes de qualquer avanço.

Quase falência da Oi

Em novembro de 2025, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora de telecomunicações, que enfrentava seu segundo processo de recuperação judicial.

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A decisão foi assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que determinou a transformação da recuperação judicial em falência. “Não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”, descreveu a magistrada.

“A despeito de todas as tentativas e esforços, não há mínima possibilidade de equacionamento entre o ativo e o passivo da empresa. Não há mínima viabilidade financeira no cumprimento das obrigações devidas pela Oi”, acrescentou Chevrand.

Na época, a desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara do Direito Privado do TJ-RJ, decidiu suspender os efeitos da decretação de falência em atendimento aos recursos apresentados pelo Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) — apresentados no dia seguinte à falência.

Com a suspensão da falência, a companhia pôde retornar ao processo de recuperação judicial, que visa liquidar adequadamente os ativos, extraindo o máximo de valor, e preservando a continuidade e transição de serviços essenciais.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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