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Oncoclínicas (ONCO3) destitui conselho de administração após renúncia de membro; entenda

07 abr 2026, 9:52 - atualizado em 07 abr 2026, 10:35
oncoclínicas
(Imagem: Divulgação)

A Oncoclínicas (ONCO3) informou ao mercado a renúncia de Marcelo Gasparino do cargo de membro do conselho de administração da companhia, em fato relevante divulgado na manhã desta terça-feira (7).

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Gasparino ocupava a posição de presidente do conselho. Tendo em vista que a eleição dos atuais membros do colegiado ocorreu via voto múltiplo, a renúncia implica na destituição de todos os demais membros.

Isso ocorre porque o mecanismo de voto múltiplo prevê que cada acionista receba um número de votos proporcional às suas ações multiplicado pelo número de vagas no conselho. A partir disso, acionistas minoritários conseguem eleger representantes.

No entanto, quando o mecanismo é utilizado, o conselho eleito é visto como um bloco único eleito dentro da proporcionalidade do voto múltiplo. A lei ligada ao voto múltiplo prevê a possibilidade de destituição geral quando há uma renúncia.

Neste cenário, a companhia irá deliberar a eleição de novos membros do conselho em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada para o dia 30 de abril.

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O movimento ocorre em um momento onde o nome da Oncoclínicas está nos holofotes do mercado. Recentemente, a companhia anunciou que seu acionista MAK Capital Fund LP está interessado em realizar um aporte de aproximadamente R$ 500 milhões. Na visão do JP Morgan, a proposta é mais uma evidência da necessidade de capital de curto prazo da companhia.

A proposta, no entanto, não é a única na mesa, uma vez que a Oncoclínicas e a Porto firmaram um term sheet (termo de natureza preliminar e não vinculante) para negociar uma potencial constituição de uma nova empresa, em meio à pressão financeira que a rede de serviços oncológicos enfrenta.

O Fleury também entrou na jogada, tendo aderido ao termo de compromisso não vinculante originalmente assinado pelas outras duas.

Mak Capital indica nomes para o conselho

Também nesta terça-feira (7), a Oncoclínicas informou que a Mak Capital, detentora de 6,305% do capital votante da companhia, indicou quatro nomes como candidatos a membros independentes do conselho de administração. São eles:

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  • Mateus Affonso Bandeira;
  • Ademar Vidal Neto;
  • Marcos Grodetzky;
  • Raul Rosenthal Ladeira de Matos

Os indicados devem concorrer à eleição na AGE a ser realizada em 30 de abril de 2026.

A chapa da administração da Oncoclínicas conta com os nomes de:

  • Bruno Lemos Ferrari;
  • Carlos Gil Moreira Ferreira;
  • Eduardo Soares do Couto Filho;
  • Marcel Cecchi Vieira;
  • Marcelo Curti; e
  • Marcos Grodetzky
  • Raul Rosenthal Ladeira de Matos

Reestruturação na Oncoclínicas

A Oncoclínicas vem passando por um momento de reestruturação, decorrente de uma pressão financeira que levou a companhia de tratamentos oncológicos a recalcular a rota e buscar retomar o seu core business.

Na última semana, inclusive, a companhia anunciou que está em discussões com seus credores financeiros.

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Além disso, a empresa convocou assembleias gerais de debenturistas de diferentes emissões para deliberar sobre um waiver para um eventual não cumprimento do índice de alavancagem, medida pela dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que será apurada no balanço referente ao ano de 2025.

Um waiver consiste em uma exceção/dispensa à regra, enquanto o indicador dívida líquida/Ebitda pode ser utilizado em contratos de dívida como uma forma de segurança sobre a estrutura da empresa.

Dessa maneira, a Oncoclínicas busca uma autorização prévia para não cumprir o limite do indicador, caso seja ultrapassado nos resultados de 2025, sinalizando que a alavancagem pode ter aumentado e há pressão financeira de curto prazo.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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