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Ormuz pressiona fertilizantes: enxofre sobe 322% em um ano, fosfatados perdem demanda e ureia volta a avançar

29 jul 2026, 10:44
fertilizantes ormuz
(iStock.com/simonkr)

O mercado global de fertilizantes continua enfrentando pressões provocadas pelas interrupções nos fluxos comerciais no Estreito de Ormuz, cenário que tem elevado os custos de produção, reduzido a oferta de alguns produtos e mantido os preços em patamares elevados.

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Segundo Maísa Romanello, analista da Safras & Mercado, o principal impacto recai sobre os fertilizantes fosfatados. Isso porque cerca de 45% do comércio mundial de enxofre — matéria-prima essencial para a produção desses fertilizantes — passa pela região, que segue com restrições logísticas.

Os preços do enxofre CFR Brasil estão em US$ 1.175 por tonelada, um avanço de 322% em relação ao mesmo período do ano passado, quando eram negociados a US$ 278/t.

“A indústria de fosfatados está com grande dificuldade de obter a matéria-prima. Os preços estão em níveis recordes e a margem industrial está muito apertada”, afirmou.

De acordo com a analista, o encarecimento do enxofre tem levado fabricantes a reduzir as taxas de operação. Ela cita como exemplo a Mosaic, que interrompeu parte da produção e paralisou fábricas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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Com isso, os fertilizantes fosfatados permanecem em patamares elevados. No entanto, os preços mais altos também têm reduzido o interesse dos compradores. O MAP, negociado a US$ 885/t, permaneceu estável em relação à semana passada e acumula alta de US$ 5/t na comparação com junho.

“Isso tem retraído a demanda. A procura por fosfatados está bastante lenta justamente por conta desses altos preços”, explicou.

No mercado de nitrogenados, o movimento também voltou a ser de alta. Após um período de recuo, os preços da ureia avançaram nas últimas semanas em razão das dificuldades para obter o produto originado no Oriente Médio.

Segundo Romanello, a valorização da ureia na região acabou se refletindo em outras origens exportadoras, impulsionando as cotações internacionais e reforçando o ambiente de custos elevados para o setor.

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A ureia CFR Brasil acumulou alta de US$ 20/t em uma semana e de US$ 55/t em um mês, sendo negociada a US$ 455/t.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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