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IBGE lança mapas-múndi invertidos e com o Brasil no centro; modelos questionam a visão tradicional do mundo

13 set 2026, 14:00
A obra América Invertida, criada pelo artista uruguaio Joaquín Torres García em 1943, colocou o sul no topo do mapa para questionar a visão tradicional do mundo. Imagem: Joaquín Torres García/Wikimedia commons

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou três mapas-múndi temáticos que posicionam o Brasil em seus centros. A iniciativa faz parte de uma das comemorações do 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, deste ano.

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Os mapas, lançados em 2024 a 2026, estão disponíveis na loja virtual do IBGE para download gratuito e também em versões impressas. Ao todo, são três mapas comercializados em quatro tamanhos diferentes, de A0 a A4, com preços que variam de R$ 10 a R$ 90.

As publicações seguem a nova representação cartográfica aprovada pela ONU, a Terra Igual (Equal Earth), que busca reduzir as distorções de tamanho entre continentes e países presentes em projeções tradicionais.

Elas também posicionam o Brasil no centro do mapa e, em alguns casos, exibem o hemisfério Sul na parte superior, o que pode causar certa estranheza. A inversão, porém, não representa um erro cartográfico.

Especialistas apontam que a orientação com o norte voltado para cima é apenas uma convenção histórica, sem que exista uma forma cientificamente “correta” de posicionar o planeta em um mapa.

Confira os mapas

Novo mapa-múndi do IBGE com Brasil no centro do planeta, países do G20 destacados e projeção que reduz distorções cartográficas.
Mapa-múndi temático mostrando os países membros do G20 e os países com representação diplomática brasileira. Imagem: Reprodução/IBGE
Novo mapa-múndi do IBGE com Brasil no centro da representação, países dos BRICS destacados e projeção cartográfica que reduz distorções globais.
Mapa-múndi temático mostrando os países membros dos BRICS, Mercosul, CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica). Imagem: Reprodução/IBGE
Mapa-múndi temático do IBGE sobre riqueza de espécies em 2025, com projeção Equal Earth, Brasil no centro da representação e hemisfério Sul na parte superior, reduzindo distorções cartográficas entre continentes.
Mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025”, com informações sobre a biodiversidade ao redor do mundo. Imagem: Reprodução/IBGE

Por que os mapas estão invertidos?

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Por ser uma representação planificada da Terra, os mapas podem ser apresentados em diferentes orientações sem que isso comprometa sua precisão geográfica.

À primeira vista, os mapas-múndi do IBGE podem parecer incomuns. Isso decorre da familiaridade com as projeções mais difundidas, especialmente a de Mercator, criada em 1569 e que popularizou a visão do mundo com o norte voltado para cima.

Além de distorcer as áreas próximas aos polos, ampliando visualmente regiões como a América do Norte e a Europa, esse tipo de representação reduz a proporção aparente de áreas localizadas próximas à linha do Equador, como a África e a América do Sul.

Segundo especialistas, essas características podem reforçar a percepção de que as regiões ao norte estão associadas à riqueza, ao desenvolvimento e a status mais elevados, enquanto as áreas ao sul tendem a ser relacionadas à pobreza e a condições menos favoráveis.

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*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
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