Ouro

Ouro sobe 3% com acordo entre EUA e Irã no radar, mas acumula perdas na semana

12 jun 2026, 16:10 - atualizado em 12 jun 2026, 16:17
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
(Imagem: Canva)

O ouro avançou no pregão desta sexta-feira (12) diante de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 3%, a US$ 4.238,80 por onça-troy.



A prata para julho teve ganhos de 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy.

Na semana, poré,m o ouro e a prata recuaram, respectivamente, 2,9% e 1,6%.

O que mexeu com o ouro?

A cotação do metal dourado acompanhou o noticiário internacional, diante de informações que o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã deve sair nos próximos dias.

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Nesta sexta-feira (12), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um memorando de entendimento de Islamabad, para encerrar as hostilidades no Oriente Médio, nunca esteve tão próximo. “Enquanto aguarda sua finalização, a mídia deve abster-se de entrar em especulações sobre seu conteúdo”, afirmou no X.

Araghchi disse ainda que, pela abordagem “responsável e transparente” do Irã, todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento apropriado.

Horas mais tarde, o presidente dos Estados Unidos, que expressou descontentamento diante das informações veículadas por portais de notícias internacionais sobre os termos do acordo entre EUA e Irã, repostou a publicação de Araghchi.

Diante da expectativa do mercado de reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo e o dólar perderam força na sessão desta sexta-feira.

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O Deutsche Bank aponta que os investidores reduziram as expectativas pela possibilidade de aumentos rápidos das taxas de juros pelo Fed ainda em 2026. Anteriormente, uma alta em dezembro era dada como certa, segundo a instituição.

Contudo, o TD Securities afirma que os metais preciosos continuam pressionados e com ganhos limitados frente ao nível ainda elevado dos juros dos Treasuries.

“A estrutura frágil do acordo e os preços elevados da energia sugerem que os metais preciosos ainda não estão totalmente fora de perigo”, alerta. Para o banco canadense, uma queda do ouro abaixo do nível chave de US$ 4 mil pode ser evitada caso as negociações sejam suficientes para manter os preços do petróleo em queda.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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